O nosso livro está pronto!
Fizemos o poema, os desenhos, gravámos nas vozes e o livro ficou pronto!
No nosso reino que agora nasce viver-se-ão muitas aventuras que aqui vamos partilhar convosco!
O dia hoje está um bocadinho triste! O céu está cinzento, com muitas nuvens a avisar chuva.
Na hora do recreio conseguimos ir lá fora e, depois de brincar nos jogos do chão, fomos até ao campo de jogos onde há muitas árvores.
Alguns de nós começaram a apanhar folhas de outono, mostrando-as à professora que tirou fotos.
Já na sala, a professora convidou-nos a criar uma história sobre uma folhinha de outono e pusemos a nossa imaginação e a nossa criatividade a trabalhar...
Um dia ela reparou que começava a ficar com umas manchinhas amareladas, avermelhadas e acastanhadas. Ficou muito assustada porque pensava que estava doente!
- Ai! O que se passa comigo? Estou a mudar de cor! - disse ela choramingando.
O carvalho, como já era velhinho e sabia tudo sobre a natureza, disse-lhe:
- Tu não estás doente! Estás a mudar de cor porque é outono! Repara bem nas tuas amigas! Estão todas como tu!
A folhinha olhou a toda a volta e reparou que, realmente, todas as suas amigas mudavam de cor.
- E o que me vai acontecer?
- Tu vais cair e podes ficar aqui no chão a dar vida às outras plantas ou podes voar e ir para longe. Podes ainda ser apanhada por alguém que goste de ti!
A folhinha ficou muito mais sossegada!
Um dia ela voou com o vento e caiu no chão.
Uma menina que passava por ali viu-a e disse:
- Que folha tão bonita! É maravilhosa com todas estas cores!
Com muito cuidado pegou nela e levou-a para casa. Secou-a muito bem e meteu-a no meio de um livro.
Passado muitos dias, colou-a numa cartolina e fez um quadro para oferecer à mãe.
- Que lindo quadro, filha, adorei! Que linda folha de outono!
A folhinha ouviu isto e sentiu-se muito feliz!
Hoje é Dia da Alimentação e por isso falámos sobre alimentos e hábitos alimentares saudáveis.
Todos soubemos dizer o que faz bem e o que faz mal, por isso, todos devíamos saber como nos alimentar saudavelmente.
A professora propôs-nos então criar um Abecedário da Alimentação. Retirámos o K, o W e o y porque é um pouco difícil encontrar palavras para estas letras.
Para cada letra sugeríamos várias palavras e chegávamos depois a um consenso, escolhendo uma. A seguir encontrávamos rimas para essas palavras. O mais difícil era arranjar uma rima que desse para fazer uma frase com sentido, relacionando-a com a alimentação.
Ficou assim o nosso ´
Abecedário da Alimentação:
A é a alimentação que faz bem ao coração
B é a banana que come à tarde a Ana
C é a courgete que a mãe na sopa mete
D é a dieta feita pela avó e pela neta
E é a estrelinha que faz uma boa canjinha
F é a fruta que às doenças dá luta
G é o galão que eu tomo com o pão
H é o hospital para onde vai quem come mal
I é a isca que toda a gente petisca
J é o jejum e não queremos nenhum
L é a limonada que me deixa refrescada
M é a maçã, a melhor fruta que há
N é a noz que comemos todos nós
O são os ovinhos que fazem bolos fofinhos
P é a panela onde cozinha a Gabriela
Q é o quivi que à sobremesa eu comi
R é a refeição onde como o salmão
S é a sopinha que eu como bem quentinha
T é o tomate que como com o abacate
U é a uva lavadinha com a chuva
V é o vinho, para nós, nem um bocadinho!
X é o Xavier, prova a comida com a colher
Z é Zé que nunca come de pé.
Na próxima semana vamos ilustrar o nosso abecedário e fazer com ele uma canção.
Depois de criar o abecedário lanchámos ao som desta música que alguns já conheciam e que nos ajuda a distinguir melhor os alimentos saudáveis.
Podemos ainda não saber escrever mas já sabemos inventar histórias!
A professora apresentou-nos umas imagens que nós ordenamos, criando assim uma história. Às vezes aparecia mais do que uma sugestão ou palavra mas chegávamos a um consenso e escolhíamos a mais adequada ou a mais rica.
O mais difícil foi escolher o título! Nós ainda não percebíamos bem o que é um título e começávamos logo a criar a história. A professora teve que nos explicar que um título é uma frase ou expressão pequena, às vezes até só uma palavra. Como estamos a trabalhar a letra O, começamos a pensar num nome com O e surgiu então o Osório, o nosso personagem principal.
Ficou assim a nossa história.
O Osório
O Osório é um cão que pertence a uma menina chamada Rita.
O Osório gosta muito de passear na floresta ao lado da sua casa.
Um dia choveu muito e o chão ficou encharcado. O Osório, como é um cão muito divertido, pôs-se a correr nas poças de água, cheias de lama!
Ficou tão sujo que nem se conseguia ver de que cor ele era!
Quando o Osório chegou a casa, a Rita até deitou as mãos à cabeça, dizendo:
- Tu estás todo sujo, Osório! Vais ter que tomar um banho!
A Rita encheu uma bacia grande com água morna e deu-lhe um banho. Teve que esfregar muito porque ele estava mesmo muito sujo! O Osório portou-se muito bem porque adora tomar banho!
Quando ele acabou de tomar banho, a Rita pôs-lhe um lindo laço ao pescoço e ele, muito feliz, foi mostrar-se a toda a gente lá em casa.
Hoje falámos do outono, das mudanças na Natureza, especialmente nas árvores.
Recebemos depois um desenho para colorir e a partir dele, criámos uma história. Íamos dando as ideias e a professora escrevia aqui no blogue. Às vezes a professora pedia-nos para arranjarmos outras palavras para não nos repetirmos e até ficou surpreendida com as nossas sugestões, sobretudo nas palavras "magnífica" e "acrescentou"!
A professora disse que ia colocar aqui alguns desenhos e aqui ficam os que ficaram completos.
Ficou muito bonita a nossa história! Vamos fazer outras, de certeza!
Uma história de outono
Era uma vez dois irmãos gémeos, o João e a Inês. Eles tinham 6 anos e já andavam no 1.º ano.
Os dois irmãos adoram a natureza!
Na primavera gostam de brincar na relva e de apanhar flores para fazer colares e tiaras e no outono adoram fazer coleções de folhas!
Como já chegou o outono, as folhas começam a mudar de cor e a cair das árvores.
O João e a Inês foram para o jardim da avó apanhar folhas para a sua coleção.
Apanharam as folhas mais bonitas, as avermelhadas, as amareladas, as alaranjadas, as acastanhadas e algumas ainda verdes.
- Que folhas tão bonitas! - disse a Inês.
- São mesmo! A nossa coleção vai ficar magnífica! - acrescentou o João.
Os dois irmãos pediram à avó uma caixa para guardar as folhas até elas secarem. Foram para casa com muito cuidado, a segurar a caixa como se fosse um tesouro. E era! Era o seu tesouro de folhas de outono!