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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Uma nova aventura: co-autores de um artigo

No projeto Bibliolab, a nossa turma tem trabalhado com uma equipa de investigadores nas Ciências da Educação, explorando várias áreas.

Ao longo do ano pudemos dar as nossas ideias, colocar questões e partilhar o que fazemos. 

A propósito do Dia Internacional da Biodiversidade, estivemos a ver como poderíamos aprender na Natureza e se considerávamos importante fazê-lo. Essas nossas ideias foram trabalhadas pelas investigadoras do Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) na escrita de um artigo que foi publicado no Jornal Diário de Aveiro e no site da UA, a propósito de estratégias educativas para a promoção de atitudes e comportamentos positivos face à conservação da biodiversidade.

Cada um de nós pode apresentar a sua opinião, justificando-a, argumentando, por vezes com exemplos.

A primeira intervenção foi para dizer que é melhor aprender vendo e fazendo do que utilizando os manuais. Se virmos uma planta, se a observarmos, vamos aprender melhor como é constituída. 

Falámos também da possibilidade de conhecer e identificar novas espécies.

Falámos também da importância de não estar trancado numa sala, de sair, de estar mais livres, de poder fazer exercício e respirar ar puro. 

Quando a professora referiu que estávamos a falar apenas de Estudo do Meio, saltámos para as Expressões, falando de decalques, de ilustração e de criatividade. Comentámos também que podemos sentir cheiros, provar, escutar os pássaros,...

Quando fomos questionados acerca da matemática, falámos da possibilidade de se trabalhar na Natureza  sequências, regularidades, contagens, comparações, medidas, simetrias, estimativas,... Havia sempre exemplos para dar em cada situação.

Em português, reconhecemos que para além de aprender vocabulário novo, aprendemos a comunicar, a argumentar, quer oralmente, quer por escrito. 

Numa saída de campo trabalhamos a cidadania, o trabalho colaborativo e sobretudo, aprendemos a gostar da Natureza e a querer preservá-la. 

Numa aula na Natureza aprendemos a estar mais atentos, a ser mais observadores e mais críticos. É muito mais fácil identificar problemas quando estamos junto deles. Pensar em soluções torna-se também mais fácil fora da sala e dos manuais.


As estratégias apontadas foram "Provar e experimentar a biodiversidade", "Tornar a Natureza uma sala de aulas" e "Tornar os alunos embaixadores da conservação". Nas nossas atividades nós já usámos todas estas estratégias, pois já provámos  medronhos, já usámos a natureza como sala de aula, já combatemos invasoras, já fizemos sementeiras e plantações, já construímos um charco, e já colocámos na escola comedouros a caixas-ninho.

Em resumo, se nos perguntarem se há vantagens em aproveitar a Natureza como sala de aula, nós respondemos rapidamente e com toda a certeza "Sim!" porque a Natureza é realmente a melhor sala de aula! 

Nenhum de nós tem dúvida de que na Natureza somos muito mais felizes e estamos mais motivados para aprender!



sexta-feira, 22 de março de 2024

Família na escola: Bibliolab

Hoje concluímos o projeto Bibliolab do ano passado, "Ação pirilampesca: o que os alunos podem ensinar aos pais sobre conservação", recebendo na escola os pais e a investigadora que nos acompanhou.

Pudemos apresentar aos pais a apresentação que fizemos com o tratamento dos dados dos questionários pré e pós ação e que foi apresentada pela investigadora no 4º Encontro Nacional de Ciência Cidadã, em Coimbra, em Novembro de 2023.

Era dia também de pensar no projeto deste ano e, entre os dois momentos, pudemos assistir no exterior à maravilhosa dramatização que as mães fizeram com o nosso texto "Uma Aventura no Jardim das Boas Memórias"!

Os cenários com o monte, a pedra, as árvores, o banco e até um autocarro estavam espetaculares e as caracterizações dos personagens também! O senhor António estava tão bem que deu trabalho descobrir quem era! A mãe do Tomás esteve perfeita naquele papel!

Foi bom a apresentação ter sido feita neste momento porque assim todos puderam assistir!

Depois do teatro, um grupo de meninas tinha mais uma surpresa, uma dança!

Voltamos para dentro da sala para lançar uma questão às famílias: já que tínhamos decidido abordar o rio Sousa, o que poderíamos fazer? Os pais dar a sua sugestão, escrevendo-a num Post-it que foi colado na parede. Será com essas ideias que vamos trabalhar no 3.º período, arrancando o projeto deste ano.

Na despedida ainda cantámos a canção que criámos para os pirilampos e, com os cavaquinhos, cantámos o nosso Hino ao rio.


Foi uma boa maneira de fechar mesmo o 2.º período!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Antecipando o Dia de Darwin

Este ano tivemos de antecipar o Dia dos Afetos e o Dia de Darwin porque o Carnaval nos deu uns dias sem escola.

Hoje voltámos à equipa Bibliolab para uma atividade a propósito do Dia de Darwin.

A propósito deste dia, no 1.º ano começámos a tentar perceber o que faz um cientista e depois fomos conhecer Darwin.

No 2.º ano voltámos a falar de diversidade e evolução e partilhamos as fotografias dos nossos gatos e cães .

No 3.º ano, voltámos aos cães, deste vez para tentar perceber a sua origem e, num documento colaborativo, apresentámos os nossos cães. A nossa hipótese era que os cães descendiam dos lobos. Pudemos confirmar depois essa hipótese com a atividade realizada com a investigadora de cães Dra. Graça Lopes.

Hoje foi dia de relembrar o que sabíamos sobre Darwin: foi um naturalista que fez uma grande viagem onde falou com pessoas especialistas em algumas áreas, por exemplo, criadores de pombos, pastores,... Leu muito para investigar e e também apresentou as suas descobertas em livros. 
Para perceber a Teoria da Evolução que ele apresentou, fizemos a atividade simulando uma floresta onde, depois de um incêndio, só havia invasoras. Esta floresta era habitada por uma espécie especial, "pintarolas coloridas".

 Durante a atividade foram capturadas pelos predadores que fomos nós.

Fomos "caçando" pintarolas e fazendo os registos no quadro. As pintarolas de cor roxa, rosa, verde e laranja foram desaparecendo até se extinguirem, mas as amarelas não, o seu número foi sempre aumentando.

Tentámos perceber porquê e a nossa ideia era que elas se camuflavam no meio das flores das mimosas. Ao logo da atividade percebemos que a biodiversidade intraespecífica foi diminuindo, ao ficar só a variedade de pintarolas amarelas.

A seguir imaginámos um cenário de eucaliptos. Pela primeira experiência achamos que as primeiras a extinguir-se poderiam ser as amarelas, pelo contraste de cor, e que no fim restariam as verdes, perdendo-se a biodiversidade da espécie. Como o material ficou lá na sala, quando voltarmos às aulas vamos poder testar e verificar se a nossa hipótese se confirma!

  

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Ano novo, vida nova

Hoje começa o 2.º período.

Para começar bem o novo ano civil, começámos por trabalhar no PICOLIN a expressão "Ano novo, vida nova", explicando que o novo ano nos convida a corrigir o que fizemos de mal e a mudar hábitos e atitudes. 

Antes de fazermos a nossa segunda Assembleia de turma, cada um escreveu o seu compromisso para este período que foi assinado pelo próprio, pela professora e será também assinado pelo Encarregado de Educação. Se cada um cumprir o que escreveu, o período vai correr bem, de certeza! 

Na Assembleia de turma fizemos uma reflexão sobre o 1.º período e planeámos o que agora começa. O que se passou  foi registado numa ata.


2.ª Assembleia de turma

Ata

Aos três dias do mês de janeiro de 2024, reuniram-se os alunos do 4.º A e a professora para fazer um balanço do 1.º período e preparar o 2.º.

Quanto ao primeiro período, todos concordam que correu bem mas que pode haver melhorias no comportamento, no trabalho e na responsabilidade, sobretudo.

Este mês vamos iniciar as atividades do projeto Heróis da Fruta que pretende deixar-nos mais saudáveis e e conscientes para fazer escolhas melhores para o nosso bem estar. Assumimos individualmente um desafio e coletivamente, os três, dar um abraço, beber água e dança.

Vamos iniciar também "A Natureza é a melhor sala de aula" e o "Bibliolab". 

Para trabalhar a escrita vamos participar nos concursos "Uma aventura" e "Histórias da Ajudaris", com trabalhos coletivos.

A trabalhar a escrita e as expressões, teremos o "Artistas digitais" e o "Kamishibai", este, articulando com inglês.

Este período vamos iniciar o projeto de articulação com o Pré- Escolar, "Liberta a música que há em ti".

Para que possamos realizar todas estas atividades previstas, os compromissos assumidos têm de ser bem cumpridos.

Nada mais havendo a tratar, elaborou-se esta ata que vai ser assinada por todos os presentes.

 

domingo, 24 de setembro de 2023

DIA MUNDIAL DOS RIOS

O Dia Mundial dos Rios é comemorado todos os anos no último domingo do mês de setembro.

Esta data,  criada em 2005, tem como objetivo lembrar às pessoas a importância destes cursos de água doces e reforçar a  necessidade de os preservar. 

Sem água, não há vida! A  sua escassez e a sua contaminação constituem uma ameaça ao Ambiente e à própria humanidade.Muitos rios encontram-se  ameaçados  com o desenvolvimento industrial, a poluição humana e as alterações climáticas.  É urgente agir!

Amanhã na sala será dia de falar de RIOS. Logo no primeiro dia de aulas, feita a pergunta na turma sobre o que se poderia fazer para assinalar este dia, surgiram muitas ideias que vão ser postas em prática: explorações de livros, debates, elaboração de textos, criação de cartazes e panfletos, ilustrações, dramatizações,... 

Fica a faltar a palestra e a ação de limpeza, mas essas acontecerão de uma forma mais organizada com a ajuda da APRISOF, do Parque das Serras do Porto e do Bibliolab.

Ficam aqui as respostas que vão chegando à atividade proposta para o fim de semana, criar um poema Haikai, a partir de uma fotografia de um rio.



sexta-feira, 30 de junho de 2023

Canção para os pirilampos

Nas últimas semanas estivemos a estudar os pirilampos.

Começámos por explorar o livro "Baile de luzes", acompanhando parte do ciclo de vida da Luzia, um pirilampo fêmea.

Com esta exploração ficamos a saber as características dos pirilampos, o seu habitat, o seu alimento, o seu modo de reprodução e sobretudo, as ameaças à sua existência.

Respondemos a questionários onde trabalhámos individualmente português, matemática e estudo do meio. 

Num trabalho colaborativo, em grupos planificámos e realizámos entrevistas, fazendo depois o tratamento das respostas dadas e fizemos experiências.

Com a família, realizámos uma saída de campo noturna para observar pirilampos no seu habitat.

Estivemos online com investigadoras que nos ajudaram a desenvolver este projeto.

Mesmo a acabar o ano, criámos um texto para uma dramatização sobre os pirilampos. Nesse texto colocámos tudo aquilo que sabíamos sobre os pirilampos, sobretudo, as suas ameaças, pois tinha sido este tema o escolhido para trabalhar no projeto.

Ainda em conjunto, criámos cartazes que vão ser usados na dramatização, criámos questionários online para perceber o que as pessoas sabem e depois, o que ficaram a saber, depois da nossa apresentação sobre os pirilampos. 

Guardámos este último dia de aulas para fazer uma canção para os pirilampos. Não estávamos muito preocupados com o aspeto científico, pensámos apenas na sua magia e assim nasceu a nossa canção.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Pirilampos e matemática

Hoje continuamos a exploração dos pirilampos, desta vez, trabalhando a matemática.

Partindo da informação do número de ovos de uma postura, cerca de 100, tentámos estimar quantos pirilampos nasceriam numa terceira geração. Eliminámos metade, considerando-os machos e fomos multiplicando por 50. Na segunda geração teríamos 2500 fêmeas que na terceira geração dariam origem a 25000 novos pirilampos! 

No exercício seguinte tentámos explicar por que razão, apesar de termos encontrado este número tão grande, não víamos pirilampos com muita facilidade. A explicação é fácil, se pensarmos nas ameaças a que estão sujeitos, as luzes artificiais que comprometem a sua comunicação e a poluição dos solos com a utilização de herbicidas e inseticidas.

Depois de explorar as medidas dos pirilampos e de comparar a informação da obra com a retirada do livro "Pirilampos de Portugal", recorrendo trabalhando às frações, trabalhámos ainda o tempo de cada fase de vida dos pirilampos. Descobrimos que a maior parte da sua vida é passada na fase de larvas que dura 16 meses, enquanto a fase de ovo dura 3 semanas e a de pupa apenas 1 semana. A fase de pirilampo adulto, aquela em que seria mais fácil identificá-los,   dura apenas 3 semanas. Depois da postura, reinicia-se um novo ciclo. Usámos retas graduadas e tabelas para trabalhar estas informações.

Terminadas as tarefas do Bibliolab, registámos tudo o que já sabemos sobre os pirilampos e é já muita a informação que conseguimos organizar!



terça-feira, 6 de junho de 2023

Experiências com a luz

 Continuamos no Bibliolab a explorar a obra "Baile de luzes".

Já sabemos muito sobre pirilampos e hoje, depois de trabalhar as simetrias com as imagens do livro e de preencher um novo mapa de conceitos com muitas das informações  que já temos, fomos tentar responder a esta questão-problema:

Será que a intensidade da luz afeta a nossa capacidade de ver os pirilampos? 

Depois de ver aqui  o vídeo que nos ajuda a preparar uma experiência, quando discutíamos formas de  a realizar, surgiram duas ideias, uma da Beatriz e outra da Mafalda. A Xana sugeriu-nos realizarmos ambas as duas e a turma foi dividida em dois grupos. Para a ideia da Beatriz precisámos de uma caixa e para a da Mafalda, de uma mesa e um pano completamente opaco. 

Nem de propósito, a Beatriz tinha uma caneta que a avó lhe deu ontem que tinha uma pequena luz. Que belo pirilampo de luz vermelha arranjámos!

Depois de preenchermos o guião, registando o que íamos mudar, o que mantínhamos, como íamos fazer e o que esperávamos, repetirmos várias vezes a experiência para termos a certeza na  resposta à questão problema. Efetivamente, como todos tínhamos previsto, a intensidade da luz afeta a nossa capacidade de ver os pirilampos. 

Desta maneira podemos perceber por que razão as luzes artificiais são uma ameaça para os pirilampos. É pelas luzes que eles comunicam, que encontram um parceiro e avisam os predadores que se podem defender com veneno. Se houver luzes, estes sinais não são visíveis e correm o risco de não encontrar parceiro para acasalar ou então serem comidos por um predador.

Bem, relativamente à forma de responder à nossa questão-problema, a Beatriz tinha uma outra ideia que seria muito mais atrativa! Podíamos escolher um local no recreio, fazer a observação e voltar lá a várias horas do dia, incluindo à noite! Gostámos muito destas atividades extra, por isso, ia ser uma maravilha ter de voltar ao trabalho à noite! 


segunda-feira, 5 de junho de 2023

"À procura de pirilampos"

 Este ano, com a ajuda do Bibliolab, vamos ficar a conhecer melhor os pirilampos, partindo do livro "o Baile de luzes".

Já explorámos a obra e ficámos a saber muitas curiosidades sobre esta espécie. Agora, nada melhor do que uma saída noturna para os encontrar. As famílias estavam connosco nesta noite de sábado em que tivemos também a companhia de uma turma do 2.º Ciclo de Paredes.

Esta atividade estava prevista para dia 27 no programa dos Encontros com o Parque mas, como choveu, foi realizada no dia 3.

A expetativa era muita! Será que íamos conseguir encontrar alguma Luzia ou algum Lúcio?

No arranque da atividade, no anfiteatro da Senhora do Salto, ouvimos a representante de Paredes do Parque das Serras, o professor Ângelo que nos tem ajudado nas saídas de campo e que representa a APRISOF, a Xana Sá Pinto, a bióloga que nos acompanha nesta aventura e a nossa professora que disse que estava a conhecer connosco os pirilampos.

Bem preparados, com lanternas protegidas por um filtro colorido, acompanhados de uma prancheta com um guião, iniciámos as nossas descobertas. O caderno de Campo do Parque das Serras ajudava-nos nas identificações.

Não vimos logo pirilampos mas encontrámos várias lesmas pretas, uma lesma vermelha e muitos caracóis, as suas presas.


Vimos muitas aranhas e insetos bem coloridos, mas o mais emocionante foi encontrar a salamandra lusitânica!

Se encontrámos pirilampos? Sim! Não os vimos em baile de luzes mas conseguimos ver a sua luz subtil na escuridão!
No fim da caminhada acabámos de preencher o guião que tinha sido iniciado à chegada com os nossos familiares a desenhar um pirilampo. Agora tivemos de descobrir o que significava a sigla APRISOF e ainda escrever um pequeno poema sobre os pirilampos. Em algumas famílias o guião foi completado pelos filhos mas noutra foram os pais que escreveram.

Gostámos muito desta atividade e claro que agora vamos estar muito mais atentos ao que nos rodeia para ver se encontrámos mais Luzias e Lúcios!!