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quarta-feira, 20 de março de 2024

Visita de Estudo: Guimarães, o Berço da Nação

 Ontem fizemos a nossa Visita de Estudo que foi dedicada à História.

De manhã andámos muitos, muitos séculos para trás,  porque fomos conhecer a Citânia de Briteiros,  uma das primeiras formas de cidade conhecidas no Noroeste da Península Ibérica, habitada desde o início do milénio I a.C. Esta cidade é protegida por quatro diferentes linhas de muralhas e inclui vários bairros habitacionais, zonas de utilização pública, áreas para guardar os rebanhos, ruas marcadas por lajes e duas estruturas dedicadas aos banhos. 

O estudo da Citânia deve-se a Francisco Martins Sarmento (1833-1899), um arqueólogo da região que dirigiu a primeira campanha de trabalhos arqueológicos e que dedicou à citânia a sua vida. Para poder desenvolver o seu trabalho comprou os terrenos onde fica o castro. Na casa que pertenceu à família criou um museu onde iniciámos a visita guiada, começando por um vídeo, e pudemos ver objetos encontrados nas escavações e outros do investigador, como livros, fotografias e máquinas fotográficas.

Já mais recentemente as escavações foram retomadas por diversos arqueólogos, sendo hoje visível uma extensa área de ruínas, mas a área esconde ainda muitos segredos e vestígios históricos.

Da Citânia seguimos para o Paço dos Duques, em Guimarães onde, depois de um piquenique para almoço, fomos conhecer um bocado de uma história mais recente. Visitámos várias salas, um quarto e a a sala de armas, enquanto ouvíamos a guia que nos falava do modo de viver dos habitantes do paço e, ao apresentar as tapeçarias das paredes, nos fazia relembrar algumas das partes da nossa história com as conquistas em áfrica.

No fim da visita assistimos a um teatro de marionetas que nos apresentava a vida de D. Afonso Henriques e o início da Formação de Portugal.

Gostámos muito desta visita! Só foi pena o Zé Pedro estar doente! Como ele fazia anos, no regresso ao autocarro parámos ao lado do castelo e cantamos-lhe os parabéns!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Semana da sustentabilidade em Paredes:

Esta semana assinalamos em Paredes a Semana da Sustentabilidade. 

Na escola foram desenvolvidas atividades no âmbito da sustentabilidade: vimos documentários, usámos materiais de desperdício nos nossos trabalhos, fizemos debates e dramatizações, cantámos canções,.. 

Para unir toda a escola e ainda a família, foi lançado o desafio do Programa Eco Escolas "Roupas usadas não estão acabadas" e está a ser construído um tapete gigante, usando peças de roupa velhas.

A nossa turma teve uma atividade extra, participando em duas atividades didáticas e pedagógicas, para para experienciar boas práticas na área de sustentabilidade. Visitámos o Laboratório da Paisagem em Guimarães e a Casa da Ciência de Braga. A nossa escola foi a selecionada por ser uma Eco Escola com o galardão de Excelência. Fomos acompanhados pela coordenadora da escola, a professora Rosário e por uma equipa da Câmara de Paredes, onde estava o engenheiro João Costa que nos costuma acompanhar nas nossas aventuras. 

No Laboratório da Paisagem em Guimarães, depois de assistir a um vídeo que nos apresentava Guimarães e tudo o que lá é feito pela Sustentabilidade, falámos um pouco com o monitor, mostrando que também sabemos o que é ser sustentável.

Passámos depois por uma exposição onde pudemos ver algumas das invasoras que tão bem conhecemos. Logo de seguida chegou o momento que mais destacámos: pudemos ver o que se faz com aquilo que para muitos é "lixo"! Vimos tijolos feitos de beatas de cigarros misturadas com a capa de cabos elétricos, vimos enfeites de natal feitos de máscaras cirúrgicas (ideia dada por um aluno numa escola) e vasos feitos de chicletes e objetos variados de plástico! É incrível como tudo pode ser reutilizado!
Vimos ainda um "mapa" interativo que nos permitiu conhecer melhor a região (rios, elevações,...).

Passámos depois ao laboratório onde, entre outras coisas, pudemos observar preparações ao microscópio e vimos quadros com borboletas variadas e um lagostim de água doce, uma invasora. 

Seguimos depois para a Casa da Ciência em Braga para falar de charcos. Como temos um na escola e assinalámos o Dia Internacional das Zonas Húmidas há pouco tempo, sabíamos responder a tudo o que o monitor nos perguntava!

Falámos a importância dos charcos e das zonas húmidas em geral e, quando se falou da importância de preservar estes habitats para manter  a biodiversidade,  até soubemos falar da Conferência de Ramsar no Irão. O monitor ficou impressionado com o que sabíamos e chamou os colegas paar nos oouvirem!


Pudemos depois observar seres vivos do charco exterior, tentando identificá-los. 
No final saímos para o charco, para devolver as recolhas lá feitas.

Como chovia, almoçámos lá dentro e, quando a chuva parou, saímos para voltar ao autocarro.  

Antes da partida ainda tivemos tempo para mostrar ao Engenheiro João como fazemos os debates. Depois de nos dividir em 2 grupos, a professora apresentou o tema: a Câmara disponibilizava uma grande quantia para a escola e um grupo de pais defendia a construção de um charco e outro grupo a de um parque infantil. Como é habitual, divertimo-nos muito porque já é sempre engraçado fazermos de adultos e defendermos uma posição que às vezes nem é a nossa! Gostamos muito de fazer estes debates porque levamos muito a sério os nossos papéis e podemos aplicar tudo aquilo que aprendemos!

Este foi um dia diferente e muito enriquecedor, que gostávamos de repetir muitas vezes!

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Finalmente, a Visita de Estudo!

Quase voltámos à normalidade e pudemos fazer a nossa Visita de Estudo! Estávamos muito ansiosos, claro!

De manhã fomos ao Bioblitz a Serralves. Começámos a explorar os líquenes, relembrando tudo o que sabíamos sobre eles, como são formados, como crescem, onde os podemos ver, como são indicadores da poluição,...

Saltámos depois para as aves e falámos de ninhos e de penas. A monitora não sabia identificar uns ovos num ninho mas nós soubemos! Eram de melro! É que o ano passado vimos os que a Leonor tinha lá em casa! Estivemos a observar os ninhos e vimos muitos resíduos, muito lixo que os pássaros encontram, como plástico e palhinhas.

Vimos imensas árvores, algumas delas enormes: uma sequóia-gigante, a árvore que pode atingir 100 metros e o Cedro do Líbano e o Cedro do Atlas que podem atingir os 40 metros. Tentamos abraçar estas árvores e era preciso os braços de metade da turma para o fazer! 

Conhecemos o teixo, uma autóctone com uma copa alta e arredondada. Ficámos a saber que toda a planta é muito tóxica, à exceção do fruto, que serve de alimento às aves e por isso é disseminado por elas.

Mas a árvore que mais nos chamou a atenção foi a Ginkgo biloba, pela forma da sua folha e pela sua história, pois esta espécie já existia no tempo dos dinossauros, por isso, foi considerada por Charles Darwin um dos "fósseis vivos".

Voltámos às aves e estivemos a identificá-las nas fotografias que a monitora nos apresentava. Conhecemos identificar muitas e pudemos falar das muitas coisas que sabemos sobre as aves, por exemplo, como se distingue o  macho e a fêmea nos melros, que o guarda-rios também se pode chamar pica-peixe ou que os gaios são uns grandes semeadores de bolotas. No fim cantámos a nossa canção ao gaio, claro!

Ainda deu tempo para caminhar um bocadinho no Treetop, o passadiço que nos faz andar na copa das árvores. Caminhámos com muito cuidado e silêncio para não perturbar os habitantes.

De Serralves fomos para o Parque da Cidade onde pudemos almoçar. Adorámos fazer o piquenique!

Depois de arrumar tudo fizemos, em grupo, umas improvisações a partir de um tema que a professora apresentou. Nós gostamos tanto desta atividade que, mesmo em visita de estudo, quisemos fazê-la!

O nosso dia de descobertas terminou no Pavilhão da Água. Pudemos brincar com a água e aprender mais sobre ela. 

Ficámos admirados ao ver que a água potável do planeta é uma porção muito, muito pequenina, comparada com a água que o cobre! É mesmo verdade que temos de poupar a água pois é um recurso muito valioso! 

Aprendemos como funciona uma barragem e como os barcos a podem passar. Parámos tornados e criámos ondas no mar,...

Foi um dia maravilhoso! Estava um belo dia de sol, ótimo para sair da sala e explorar a natureza!

quarta-feira, 3 de março de 2021

Dia Mundial da Vida Selvagem

Para assinalar o Dia Mundial da Vida Selvagem, a convite da ABAE/Eco Escolas, fizemos uma visita ao Jardim Zoológico de Lisboa.

O objetivo deste dia criado em 2013 é celebrar a fauna e a flora do planeta, ao mesmo tempo que chama a atenção para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens.  

Como não podemos sair de casa esta visita foi virtual mas mesmo assim, muito interessante!

À hora marcada, cada um acedeu ao link do Canal Youtube da ABAE e foi conhecer um pouco melhor a vida selvagem neste Zoológico onde existem cerca de 2000 animais de 300 espécies diferentes.

No fim da apresentação demos um saltinho à nossa sala também virtual e fomos falando sobre o que nos despertou mais a atenção e ficam aqui algumas curiosidades:

As zebras, no seu habitat natural, vivem em grupo para se defenderem melhor dos predadores.

As suas riscas pretas e brancas servem para camuflagem porque os predadores veem a preto e branco e têm dificuldade em perceber onde é a zona do pescoço para as atacar. Estas riscas servem também para as proteger dos insetos e por isso, das doenças. 

Aqui no Jardim Zoológico elas estão agrupadas também em manadas, tal como no seu habitat natural.

Os tigres  têm o seu território dividido por dois espaços, interior e exterior, e tanto estão dentro como fora da instalação. Dormem 16 horas por dia e são carnívoros. 

Para marcar território e deixar a sua marca, os tigres arranham, por isso, no meio da instalação são colocados  uns troncos com cheiros (de outros animais, de plantas aromáticas), para que eles mantenham os comportamentos naturais do seu habitat. 

Os koalas estão ameaçados por causa da destruição das floresta. 

Dormem 20 horas e comem nas restantes 4 horas do dia, alimentando-se apenas de eucaliptos . Não bebem água e os tratadores usam isso para vigiar a sua saúde, colocando uma tina com água no espaço pois, se eles beberem a água, é sinal de que algo não está bem.

Os rinocerontes machos e fêmeas estão em instalações separadas, só se juntando na altura da reprodução. Quando têm a pele seca, vão até à lama para se hidratar.

O animal que mais comentários originou foi o suricata! São uns animais muito simpáticos, muito sociáveis, muito organizados, sempre alertas aos sons. 

Passam o tempo a escavar, conseguindo fazer túneis com quase 15 Km de distância! Por esta razão o espaço é cimentado por baixo para evitar que eles continuem a escavar eternamente, mantendo-os seguros. 

Os olhos dos suricatas têm uma mancha preta à volta que funciona quase como uns óculos de sol, permitindo-lhes olhar para cima para o sol.

Os suricatas alimentam-se de insetos. São muito resistentes às serpentes e aos escorpiões.

Esta espécie começa a ficar em risco porque começa a ser comercializado. 


No final da visita fomos alertados para a importância de não ter em casa animais selvagens, só o fazendo com um certificado. Devemos fazer denúncia se virmos situações contra os animais selvagens.

 
Esta visita continuava à tarde. Não vamos fazê-la em direto mas podemos fazê-la mais tarde no canal da ABAE. 

De tarde fomos convidados a desenhar o nosso animal  favorito...