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segunda-feira, 3 de junho de 2024

Dia Mundial da Criança

O Dia da Criança tem como objetivo sensibilizar para os direitos das crianças e para a necessidade de promover uma melhoria das suas condições de vida, para o seu pleno desenvolvimento.

Esta data foi estabelecida oficialmente em 1950, depois do congresso da Federação Democrática Internacional das Mulheres, realizado em 1949, em Paris.

Tal como vários países, Portugal adotou o dia 1 de junho para celebrar o Dia da Criança.

Há no entanto outra data associada a este dia:

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera como Dia Mundial da Criança o dia 20 de novembro, dia que assinala dois marcos importantes: 

Este é um dia que esperamos sempre muito ansiosos. É dia de brincadeira e de surpresas. É um dia em que as atividades se realizam também fora da sala, é um dia em que brincamos muito, que nos divertimos.

Para assinalar este dia tínhamos de escrever um texto. Não falámos antes da data para que tudo o que surgisse nos nossos textos fosse aquilo que pensávamos e que sentíamos.
Cada um passou depois o seu texto/poema numa folha e por fim, ilustrou-o.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS PARA TODOS!

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Uma nova aventura: co-autores de um artigo

No projeto Bibliolab, a nossa turma tem trabalhado com uma equipa de investigadores nas Ciências da Educação, explorando várias áreas.

Ao longo do ano pudemos dar as nossas ideias, colocar questões e partilhar o que fazemos. 

A propósito do Dia Internacional da Biodiversidade, estivemos a ver como poderíamos aprender na Natureza e se considerávamos importante fazê-lo. Essas nossas ideias foram trabalhadas pelas investigadoras do Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) na escrita de um artigo que foi publicado no Jornal Diário de Aveiro e no site da UA, a propósito de estratégias educativas para a promoção de atitudes e comportamentos positivos face à conservação da biodiversidade.

Cada um de nós pode apresentar a sua opinião, justificando-a, argumentando, por vezes com exemplos.

A primeira intervenção foi para dizer que é melhor aprender vendo e fazendo do que utilizando os manuais. Se virmos uma planta, se a observarmos, vamos aprender melhor como é constituída. 

Falámos também da possibilidade de conhecer e identificar novas espécies.

Falámos também da importância de não estar trancado numa sala, de sair, de estar mais livres, de poder fazer exercício e respirar ar puro. 

Quando a professora referiu que estávamos a falar apenas de Estudo do Meio, saltámos para as Expressões, falando de decalques, de ilustração e de criatividade. Comentámos também que podemos sentir cheiros, provar, escutar os pássaros,...

Quando fomos questionados acerca da matemática, falámos da possibilidade de se trabalhar na Natureza  sequências, regularidades, contagens, comparações, medidas, simetrias, estimativas,... Havia sempre exemplos para dar em cada situação.

Em português, reconhecemos que para além de aprender vocabulário novo, aprendemos a comunicar, a argumentar, quer oralmente, quer por escrito. 

Numa saída de campo trabalhamos a cidadania, o trabalho colaborativo e sobretudo, aprendemos a gostar da Natureza e a querer preservá-la. 

Numa aula na Natureza aprendemos a estar mais atentos, a ser mais observadores e mais críticos. É muito mais fácil identificar problemas quando estamos junto deles. Pensar em soluções torna-se também mais fácil fora da sala e dos manuais.


As estratégias apontadas foram "Provar e experimentar a biodiversidade", "Tornar a Natureza uma sala de aulas" e "Tornar os alunos embaixadores da conservação". Nas nossas atividades nós já usámos todas estas estratégias, pois já provámos  medronhos, já usámos a natureza como sala de aula, já combatemos invasoras, já fizemos sementeiras e plantações, já construímos um charco, e já colocámos na escola comedouros a caixas-ninho.

Em resumo, se nos perguntarem se há vantagens em aproveitar a Natureza como sala de aula, nós respondemos rapidamente e com toda a certeza "Sim!" porque a Natureza é realmente a melhor sala de aula! 

Nenhum de nós tem dúvida de que na Natureza somos muito mais felizes e estamos mais motivados para aprender!



terça-feira, 21 de maio de 2024

Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento

Neste sexto dia da Semana do Ambiente assinalamos o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, data que se celebra anualmente no dia 21 de maio. 

Este dia que foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 20 de fevereiro de 2003 e tem como base os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, relembra a importância de valores como o respeito pela diferença entre culturas, a tolerância, a solidariedade entre os povos, a coesão social e o diálogo. 

Mais uma vez falámos na sala de interculturalidade e de como ficamos mais ricos ao conhecer outros povos e outras culturas.

Falámos também dos acontecimentos que marcam o dia a dia no mundo com as guerras e sonhámos com a possibilidade de cooperação entre os países envolvidos para alcançar a paz, para que todos vivam como devia ser, sem medos, sem separações, sem dor, sem ódio nem guerras. 

A pares, desenhamos a Diversidade Cultural traduzida em cores da pele, em trajes, unindo povos diferentes numa só imagem.

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Autores Digitais - Obrigado, Jafari!

A nossa turma voltou a participar no concurso Autores Digitais. Este concurso desafia-nos a criar uma história original  no âmbito da Educação para a Cidadania, a ilustrá-la e a publicá-la, usando o recurso educativo digital online Storyjumper. 


Este ano  o tema era "Discurso do Ódio Online". Achamos este tema um pouco difícil de trabalhar e deu-nos algum trabalho organizar as ideias e construir a narrativa. Escolhemos uma ideia para trabalhar e fizemos pesquisa para encontrar nomes para os nossos personagens. Depois de algumas dificuldades iniciais, o nosso texto ficou pronto e pensado já para criar o livro digital!

Obrigado, Jafari!

 Num fim de tarde de sábado, chegou à aldeia das Flores uma nova família. 

O Miguel e os amigos jogavam bola quando os viram chegar.  Aproximaram-se da família. Todos tinham um ar muito muito triste, a mãe, uma menina e um menino mais ou menos da idade deles. 

Sem conseguirem comunicar falando, por gestos, convidaram as duas crianças a jogar bola, e eles, timidamente, aceitaram.

A nova família logo se integrou na vida da aldeia. A mãe foi trabalhar para a casa do Miguel e por isso ele brincava muito com o Jafari e a Palesa, os seus novos amigos.

Em pouco tempo aprenderam a falar e a escrever português! Já ninguém se lembrava que el4es eram de outro país!

Começou o novo ano e o Jafari mudou para a escola da cidade. Ele que era muito alegre e extrovertido, começou a aparecer triste, a isolar-se e já não participava nas brincadeiras das tardes de sábado.

O Miguel foi perguntar-lhe o que se passava e ele contou-lhe que tinha visto na internet uma mensagem que dizia para não se aproximarem dele e que era preciso fazer alguma coisa para o expulsar da escola.

O Miguel conseguiu acalmá-lo e disse que iam pensar numa solução.

Na escola expôs o caso à professora e aos colegas e tiveram uma ideia, a de escrever uma carta para enviar para a escola da cidade.

Explicaram que a família tinha fugido da sua aldeia por causa da guerra, que o pai tinha desaparecido, que os três tinham vivido num campo de refugiados até serem encaminhados para Portugal.

Falaram de integração, aceitação, respeito e Direitos Humanos e terminaram a carta pedindo para tentarem colocar-se no lugar daquela família. 

A carta foi lida em todas as salas e mudou a vida do Jafari.

Os colegas passaram a respeitá-lo e perceberam que a sua vida ficou até mais rica com tudo o que aprenderam com ele. 


Depois do texto criado, passámos à ilustração e cada um desenhou um personagem. Depois veio o trabalho de montar os cenários e finalmente, o de gravação do áudio. Este ano foi a Leonor que deu voz à história.

O trabalho foi submetido e agora temos de aguardar para divulgar o link para a votação.

Será que vai correr tão bem como no ano passado?...

Book titled 'Obrigado, Jafari!'

terça-feira, 23 de abril de 2024

50 anos de 25 de abril

 A nossa escola recebeu um desafio da Junta de Freguesia de Recarei, o de criar um painel para assinalar os 25 anos da Revolução dos Cravos.

Durante esta semana toda a escola participou nesta tarefa, pintando um bocadinho do painel formado por 78 azulejos brancos .

Na turma fizemos um trabalho explicando o painel onde falávamos da Revolução, das músicas de senha, da história dos cravos e de como a atividade foi desenvolvida na escola. A seguir aprendemos a criar um código QR que ficou afixado no painel para que todos pudessem consultar esta informação.
Entretanto, não podíamos ir embora sem um cravo e cada um fez o seu, usando papel de crepe. Cada um colocou no seu cravo uma palavra simbolizando esta data.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Concurso "Uma Aventura"

Este ano, por o consideramos  importante para desenvolver a escrita, a leitura e a criatividade, voltamos a participar no Concurso "Uma Aventura". 

Começámos por pensar num tema e, mais uma vez, o nosso texto vai estar ligado à Natureza, à biodiversidade e aos afetos.

As personagens seriam um idoso, os alunos de uma turma, a professora, os pais, ...

O nosso texto ficou pronto e o trabalho está submetido!

A professora lançou um desafio à Maria e à mãe,  o de ilustrar a história e logo este foi aceite!!



Uma Aventura... pelo Jardim das Boas Memórias"

À ida para a escola, sempre que estava bom tempo, o Martim e o Henrique, já próximo da escola, reparavam num senhor idoso, com um ar triste, sentado numa pedra num local seco e árido.

Quase todos os dias os gémeos comentavam  a observação, questionando o porquê de estar ali aquele senhor sozinho...


Numa das saídas de campo da turma passaram por aquele local e, como já era habitual, o senhor lá estava. Ao aproximar-se dele, os gémeos disseram à professora que  estavam intrigados por verem ali o senhor quase todos os dias e perguntaram-lhe se podiam conversar com ele. Ela concordou.

As crianças aproximaram-se e cumprimentaram-no. Ele respondeu-lhes com um sorriso no rosto. 

Os gémeos  ganharam coragem e perguntaram ao senhor o que fazia ali todos os dias.

- Eu vivo ali naquela casa e já tenho muita dificuldade em andar. Vivo sozinho porque os meus filhos emigraram e só me visitam no verão. Quando está bom tempo, gosto de me sentar nesta pedra a apanhar um bocadinho de sol. 

- Não acha este sítio um bocado vazio e desolador?- perguntou o Henrique.

- Este sítio já foi maravilhoso! Tinha muitas árvores e o chão, nesta altura do ano, parecia uma pintura ou um tapete florido. O que eu brinquei aqui!! Que boas memórias tenho deste bocadinho! Mas um dia, quando eu era pouco mais velho do que vocês, cortaram as árvores todas, e tudo mudou! Deixei de ouvir o chilrear dos pássaros, deixei de ver as abelhas e as borboletas que entretinham o nosso olhar. Aos poucos, a beleza desapareceu e o verde deu lugar ao castanho da terra seca. Nos dias primaveris, ainda consigo vir para aqui , mas no verão o calor é insuportável e tenho de ficar em casa.

Os alunos despediram-se e continuaram o seu caminho. Os gémeos não conseguiam tirar da cabeça as palavras do senhor António (a Susana tinha lhe perguntado o nome).

- Professora, temos de fazer alguma coisa para ajudar o senhor António! 

- O quê? - questionou a professora.

- Podemos ver de quem é o terreno e pedir ajuda à Junta de Freguesia ou à Câmara!

- Sim, e ao Parque das Serras do Porto, também!

- E as famílias podem colaborar neste projeto!

A professora concordou com todas as ideias apresentadas.

Nessa tarde, foram para o computador e escreveram mensagens aos possíveis parceiros. No dia seguinte tinham várias boas notícias! O terreno pertencia à Junta de Freguesia que se mostrou muito entusiasmada com a ideia de requalificar aquela zona. A Câmara e o  Parque das Serras disponibilizaram árvores já crescidas (isso era muito importante porque o senhor António precisava do seu cantinho urgentemente).

No dia combinado, um sábado, juntaram-se todos, alunos, famílias, funcionários da junta e membros das equipas dos parceiros. O senhor António, muito emocionado, acompanhou toda aquela agitação sentado na sua pedra.

Os adultos abriam buracos para as árvores e os mais pequenos calcavam e regavam as plantações. Havia um saco enorme de sementes que foram espalhadas. As nuvens prometiam uma chuvinha que vinha mesmo a calhar.

Orientado pelos filhos, um grupo de pais cavou um buraco para construir um charco e outro grupo, usando paus, pinhas, canas e outros materiais naturais, construiu um hotel para insetos.

O avô dos gémeos chegou ao fim da manhã com duas caixas-ninho que os mais altos colocaram, com muito cuidado, nas árvores mais altas. Trazia também um bonito e aconchegante banco de madeira.  As costas do senhor António já não eram como antes e a pedra não era muito confortável.  O banco foi colocado debaixo de uma das árvores mais altas, voltado para o centro do terreno. 

As crianças foram buscar o senhor António e acompanharam-no, da pedra ao banco, onde ele se sentou com um brilho nos olhos e lágrimas de felicidade.

Faltava só uma coisa para concluir este projeto! Com uma letra muito perfeita, com um pincel e tinta, a professora escreveu na pedra "Jardim das boas memórias".

A chuva veio, mansinha, uns dias seguidos, e o chão foi ganhando cor e vida. Ainda não era um tapete florido mas já o anunciava, convidando os insetos e os pássaros.

O senhor António tem agora um sítio onde pode descansar, admirar a Natureza e lembrar a sua infância. Aquele bocadinho de monte voltou a ganhar vida e tornou-se o local preferido para os piqueniques das famílias.

Ah! Agora os gémeos veem todos os dias o sorriso do senhor António que lhe acena, sentado confortavelmente no seu banco de madeira. 


quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Deficiência e inclusão

Hoje antecipamos o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência que se assinala anualmente a 3 de dezembro. 

Nesta atividade apresentada pelo Projeto EMI, "Escola Mais Inclusiva", com a outra turma do 4.º ano pudemos ouvir o testemunho do Raúl, um jovem que, apesar de uma paralisia cerebral, é hoje Educador Social.

Falou-nos das suas dificuldades e das suas conquistas e no fim pudemos fazer-lhes perguntas e esclarecer algumas dúvidas.

De seguida rodamos entre 3 atividades, conhecer o alfabeto da língua gestual, colocámo-nos no lugar de alguém com uma deficiência visual para perceber como é conhecer o mundo com os outros sentidos, quando não se vê e ainda participamos na elaboração de um painel registando palavras numas borboletas que foram coladas numa grande folha.

Antes de voltar à sala, agradecemos da melhor forma que sabemos, cantando uma canção que nos fala de quebrar barreiras sendo os olhos, as mãos e as palavras dos outros.


A canção


Quebrar barreiras

Todos diferentes, mas todos iguais
O mesmo coração no peito a bater
Somos únicos e especiais
O mesmo sorriso no rosto a crescer!

Por vezes surgem barreiras que é preciso derrubar
Tornam a vida difícil, criam muros que parecem
Impossíveis de passar
Basta às vezes um sorriso, com ele, uma mão amiga
Não ver no outro diferenças, ver apenas uma vida
Com tanto para aprender.

Podemos quebrar barreiras sendo os olhos de alguém
Fazendo que os nossos passos, nossas mãos e palavras
Sejam de outro também.
Temos tanto para dar e na volta receber
Gestos , palavras , sorrisos, vontade de viver
E assim o mundo mudar.

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Dia Internacional da Erradicação da Pobreza

Hoje,  17 de outubro, assinalamos o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. 

Este Dia foi proclamado pela ONU  a 22 de dezembro de 1992 e teve origem em 1987, quando se reuniram 100 000 pessoas na Praça dos Direitos Humanos e Liberdades, em Paris, na inauguração de uma pedra em homenagem das vítimas da pobreza, fome, violência e medo. Nessa pedra está escrito: «Onde homens e mulheres são condenados a viver na pobreza, os direitos humanos são violados. Unirmo-nos para garantir que esses direitos sejam respeitados é nosso dever solene».

Para falar deste dia e da necessidade de erradicar a pobreza, fomos conhecer a «Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável» e os seus 17 objetivos (ODS).

Como todas as outras turmas da escola, criámos 2 cartazes onde uma frase foi ilustrada por todos. 

Depois de explorar o Manifesto contra a Pobreza, no computador, começamos a trabalhar num documento colaborativo onde eram apresentados os 17 ODS.

As grandes decisões são dos governos mas nós podemos contribuir com pequenos gestos que podem fazer a diferença. 

O ano passado tivemos oportunidade de enviar livros, mochilas, material escolar e brinquedos para uma escola da Guiné. Junto ia um saco cheio de postais feitos por nós e pelo 3.º B, que fora depois distribuídos pelos nossos amigos de lá. Ficámos muito felizes quando recebemos as fotografias!

Esta escola é apoiada por um projeto europeu, Projeto Malmon. Este projeto intervém em 15 aldeias da Guiné-Bissau onde se pratica o cultivo do arroz de mangal, ajudando-os a aumentar a produtividade,  a melhorar as suas condições de vida e a torná-los capazes de influenciar as decisões políticas e as intervenções de desenvolvimento.  

Como diz a sua página, neste projeto, "acredita-se num mundo justo e igualitário, na amizade e reciprocidade, na igualdade de género, na soberania alimentar e agroecologia, na intelectualidade camponesa e na ciência popular, no desenvolvimento participativo de tecnologias que não agridam o meio ambiente e a saúde humana e animal, e no valor da agricultura como profissão e meio de vida." 

Esta partilha e articulação entre nós vai continuar este ano com a recolha e envio de mais material e de mais postais. A campanha foi lançada neste dia simbolicamente mas será nas férias de Natal que vamos organizar e enviar os materiais.
É bom poder ajudar a contribuir para um mundo melhor!