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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Autores Digitais - Obrigado, Jafari!

A nossa turma voltou a participar no concurso Autores Digitais. Este concurso desafia-nos a criar uma história original  no âmbito da Educação para a Cidadania, a ilustrá-la e a publicá-la, usando o recurso educativo digital online Storyjumper. 


Este ano  o tema era "Discurso do Ódio Online". Achamos este tema um pouco difícil de trabalhar e deu-nos algum trabalho organizar as ideias e construir a narrativa. Escolhemos uma ideia para trabalhar e fizemos pesquisa para encontrar nomes para os nossos personagens. Depois de algumas dificuldades iniciais, o nosso texto ficou pronto e pensado já para criar o livro digital!

Obrigado, Jafari!

 Num fim de tarde de sábado, chegou à aldeia das Flores uma nova família. 

O Miguel e os amigos jogavam bola quando os viram chegar.  Aproximaram-se da família. Todos tinham um ar muito muito triste, a mãe, uma menina e um menino mais ou menos da idade deles. 

Sem conseguirem comunicar falando, por gestos, convidaram as duas crianças a jogar bola, e eles, timidamente, aceitaram.

A nova família logo se integrou na vida da aldeia. A mãe foi trabalhar para a casa do Miguel e por isso ele brincava muito com o Jafari e a Palesa, os seus novos amigos.

Em pouco tempo aprenderam a falar e a escrever português! Já ninguém se lembrava que el4es eram de outro país!

Começou o novo ano e o Jafari mudou para a escola da cidade. Ele que era muito alegre e extrovertido, começou a aparecer triste, a isolar-se e já não participava nas brincadeiras das tardes de sábado.

O Miguel foi perguntar-lhe o que se passava e ele contou-lhe que tinha visto na internet uma mensagem que dizia para não se aproximarem dele e que era preciso fazer alguma coisa para o expulsar da escola.

O Miguel conseguiu acalmá-lo e disse que iam pensar numa solução.

Na escola expôs o caso à professora e aos colegas e tiveram uma ideia, a de escrever uma carta para enviar para a escola da cidade.

Explicaram que a família tinha fugido da sua aldeia por causa da guerra, que o pai tinha desaparecido, que os três tinham vivido num campo de refugiados até serem encaminhados para Portugal.

Falaram de integração, aceitação, respeito e Direitos Humanos e terminaram a carta pedindo para tentarem colocar-se no lugar daquela família. 

A carta foi lida em todas as salas e mudou a vida do Jafari.

Os colegas passaram a respeitá-lo e perceberam que a sua vida ficou até mais rica com tudo o que aprenderam com ele. 


Depois do texto criado, passámos à ilustração e cada um desenhou um personagem. Depois veio o trabalho de montar os cenários e finalmente, o de gravação do áudio. Este ano foi a Leonor que deu voz à história.

O trabalho foi submetido e agora temos de aguardar para divulgar o link para a votação.

Será que vai correr tão bem como no ano passado?...

Book titled 'Obrigado, Jafari!'

quarta-feira, 20 de março de 2024

Carta aos humanos

Na nossa turma aproveitamos todas as oportunidades para trabalhar a escrita. Umas vezes escrevemos apenas para nós, outras vezes, respondendo a concursos, por exemplo. Hoje foi uma destas situações, respondendo ao desafio lançado pela Ajudaris para o tema "Planeta". Resolvemos escrever uma carta da Terra aos humanos. A ideia era apresentar tudo o que o Homem está a fazer de mal no planeta e imaginar o que o planeta sofre. 

Olá, humanos!

Escrevo-vos esta carta como um grito, pedindo-vos ajuda!

Estou a sofrer! Estou muito poluído, no solo, na água e no ar! Nos meus rios já não corre água límpida e cristalina e os peixes já não os habitam. No mar os microplásticos confundem-se com a areia e com o plâncton, pondo em risco a as criaturas marinhas. E já nem falo das marés negras que prendem gaivotas numa morte lenta!

O ar que me rodeia está carregado de partículas de poeiras, de dióxido de carbono, e reparem que passear ao ar livre já não tem o mesmo sabor.

O verde das florestas transformou-se no preto dos incêndios ou no cinzento das construções e os habitantes da natureza desesperam por não ter alimento nem habitat. Assisto impotente a uma contagem decrescente para a extinção de muitas espécies.

As espécies autóctones estão   ameaçadas pelas exóticas que tu trouxeste de outras terras por achares bonitas e que agora estão a destruir toda a biodiversidade que durante milhões de anos eu consegui.

Estou a sofrer porque vejo as estações do ano todas baralhadas e desastres naturais a acontecer, cada vez com mais frequência.

A vossa pegada ecológica está cada vez maior. Os meus recursos estão a esgotar-se de forma assustadora e o dia de sobrecarga da Terra chega cada vez mais cedo, pondo em risco o futuro, o vosso e o meu! 

Por favor, cuidem de mim! Por favor, repensem os vossos hábitos e as vossas ações. Se cada um mudar e se passar a informação, talvez eu consiga curar algumas das minhas feridas e recuperar...

Como despedida, só uma chamada de atenção: eu preciso de vocês, mas vocês precisam muito mais de mim! Eu sou o único local que têm para habitar! 

Um abraço da vossa amiga,

Terra.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Concurso "Uma Aventura"

Este ano, por o consideramos  importante para desenvolver a escrita, a leitura e a criatividade, voltamos a participar no Concurso "Uma Aventura". 

Começámos por pensar num tema e, mais uma vez, o nosso texto vai estar ligado à Natureza, à biodiversidade e aos afetos.

As personagens seriam um idoso, os alunos de uma turma, a professora, os pais, ...

O nosso texto ficou pronto e o trabalho está submetido!

A professora lançou um desafio à Maria e à mãe,  o de ilustrar a história e logo este foi aceite!!



Uma Aventura... pelo Jardim das Boas Memórias"

À ida para a escola, sempre que estava bom tempo, o Martim e o Henrique, já próximo da escola, reparavam num senhor idoso, com um ar triste, sentado numa pedra num local seco e árido.

Quase todos os dias os gémeos comentavam  a observação, questionando o porquê de estar ali aquele senhor sozinho...


Numa das saídas de campo da turma passaram por aquele local e, como já era habitual, o senhor lá estava. Ao aproximar-se dele, os gémeos disseram à professora que  estavam intrigados por verem ali o senhor quase todos os dias e perguntaram-lhe se podiam conversar com ele. Ela concordou.

As crianças aproximaram-se e cumprimentaram-no. Ele respondeu-lhes com um sorriso no rosto. 

Os gémeos  ganharam coragem e perguntaram ao senhor o que fazia ali todos os dias.

- Eu vivo ali naquela casa e já tenho muita dificuldade em andar. Vivo sozinho porque os meus filhos emigraram e só me visitam no verão. Quando está bom tempo, gosto de me sentar nesta pedra a apanhar um bocadinho de sol. 

- Não acha este sítio um bocado vazio e desolador?- perguntou o Henrique.

- Este sítio já foi maravilhoso! Tinha muitas árvores e o chão, nesta altura do ano, parecia uma pintura ou um tapete florido. O que eu brinquei aqui!! Que boas memórias tenho deste bocadinho! Mas um dia, quando eu era pouco mais velho do que vocês, cortaram as árvores todas, e tudo mudou! Deixei de ouvir o chilrear dos pássaros, deixei de ver as abelhas e as borboletas que entretinham o nosso olhar. Aos poucos, a beleza desapareceu e o verde deu lugar ao castanho da terra seca. Nos dias primaveris, ainda consigo vir para aqui , mas no verão o calor é insuportável e tenho de ficar em casa.

Os alunos despediram-se e continuaram o seu caminho. Os gémeos não conseguiam tirar da cabeça as palavras do senhor António (a Susana tinha lhe perguntado o nome).

- Professora, temos de fazer alguma coisa para ajudar o senhor António! 

- O quê? - questionou a professora.

- Podemos ver de quem é o terreno e pedir ajuda à Junta de Freguesia ou à Câmara!

- Sim, e ao Parque das Serras do Porto, também!

- E as famílias podem colaborar neste projeto!

A professora concordou com todas as ideias apresentadas.

Nessa tarde, foram para o computador e escreveram mensagens aos possíveis parceiros. No dia seguinte tinham várias boas notícias! O terreno pertencia à Junta de Freguesia que se mostrou muito entusiasmada com a ideia de requalificar aquela zona. A Câmara e o  Parque das Serras disponibilizaram árvores já crescidas (isso era muito importante porque o senhor António precisava do seu cantinho urgentemente).

No dia combinado, um sábado, juntaram-se todos, alunos, famílias, funcionários da junta e membros das equipas dos parceiros. O senhor António, muito emocionado, acompanhou toda aquela agitação sentado na sua pedra.

Os adultos abriam buracos para as árvores e os mais pequenos calcavam e regavam as plantações. Havia um saco enorme de sementes que foram espalhadas. As nuvens prometiam uma chuvinha que vinha mesmo a calhar.

Orientado pelos filhos, um grupo de pais cavou um buraco para construir um charco e outro grupo, usando paus, pinhas, canas e outros materiais naturais, construiu um hotel para insetos.

O avô dos gémeos chegou ao fim da manhã com duas caixas-ninho que os mais altos colocaram, com muito cuidado, nas árvores mais altas. Trazia também um bonito e aconchegante banco de madeira.  As costas do senhor António já não eram como antes e a pedra não era muito confortável.  O banco foi colocado debaixo de uma das árvores mais altas, voltado para o centro do terreno. 

As crianças foram buscar o senhor António e acompanharam-no, da pedra ao banco, onde ele se sentou com um brilho nos olhos e lágrimas de felicidade.

Faltava só uma coisa para concluir este projeto! Com uma letra muito perfeita, com um pincel e tinta, a professora escreveu na pedra "Jardim das boas memórias".

A chuva veio, mansinha, uns dias seguidos, e o chão foi ganhando cor e vida. Ainda não era um tapete florido mas já o anunciava, convidando os insetos e os pássaros.

O senhor António tem agora um sítio onde pode descansar, admirar a Natureza e lembrar a sua infância. Aquele bocadinho de monte voltou a ganhar vida e tornou-se o local preferido para os piqueniques das famílias.

Ah! Agora os gémeos veem todos os dias o sorriso do senhor António que lhe acena, sentado confortavelmente no seu banco de madeira. 


quinta-feira, 27 de abril de 2023

Uma boa notícia - Concurso "Uma aventura"

É tão bom quando o nosso trabalho é reconhecido! Quando começamos um trabalho deste género não estamos a pensar num prémio. Preocupámo-nos em trabalhar a escrita de uma forma criativa, aplicando vocabulário diversificado, trabalhando temas que nos dizem algo. Fazemos isto em trabalho colaborativo, tendo o trabalho final a marca de cada um.
Não estamos a pensar no prémio mas é muito bom quando uma mensagem nos diz que fomos um dos premiados na nossa categoria no trabalho de texto original!
Esta história já tinha dado para uma dramatização dos pais para a turma e da turma para o pré escolar na Semana da Leitura, já estava bem viva, mas agora ganhou outro valor!
Um dia destes vai andar por aí nas mãos de alguém a nossa história dentro de um livro!

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Concurso Autores Digitais

Respondemos a um novo desafio, desta vez, o de criar um livro digital com uma história criada por nós, partindo de temas trabalhados na Cidadania. Como não chegámos a um consenso, trabalhámos todos os temas sugeridos e falámos de amizade, de respeito, de integração, de interculturalidade, de Educação Ambiental, de Sustentabilidade...

Ainda no 2.o período começámos a elaborar o texto e a criar as personagens e os cenários, com colaboração da família, como pretendia o regulamento.

Esta semana gravámos a narração e hoje o livro foi montado e enviado.

Agora vamos esperar o resultado, mas, claro, achámos que o nosso livro merecia ganhar!

Fica aqui a história de um novo amigo, o Pavlo.

Book titled 'Um novo amigo'


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Mais "Uma Aventura"

Todos os anos temos elaborado um texto para o concurso "Uma Aventura" e tem corrido bem, porque, das duas vezes, o nosso texto foi premiado.

Ainda falta muito para  a data limite de envio mas, como temos outros trabalhos para organizar. fizemos o texto que já foi submetido.

Este trabalho demorou duas aulas e por acaso não era para este concurso que estávamos a fazer o texto mas sim para o Autores Digitais. O problema é que as ideias iam surgindo e o texto acabou por ficar muito grande e um pouco complexo demais para o outro concurso. Não se ia deitar fora o trabalho! Foi só mudar o destino e assim tínhamos um projeto concluído.

Como não podia deixar de ser, a nossa aventura tem como base a Natureza!

Querem saber qual foi ela?... 


Uma aventura na escola

Numa aldeia situada perto de um rio, havia uma pequena escola, já muito antiga. Tinha uma turma de cada ano e apenas quatro professores.

Todos adoravam a escola, os que lá andavam e os que já tinham andado.

Quando na aldeia se falava da escola, todos referiam logo o magnífico carvalho de copa frondosa que ocupava quase todo o recreio. Esse carvalho era tão importante para as pessoas que foi escolhido como símbolo da aldeia.

No intervalo das aulas os alunos juntavam-se à sua volta. Uns aproveitavam a sua sombra para trocar os seus cromos, outros para descansar na pausa do futebol, outros apoiavam-se no seu tronco para contar nas escondidas ou para jogar o “Macaquinho chinês”... Os mais calmos usavam o tronco como encosto e liam o seu livro e os mais sonhadores deitavam-se na relva, sob a copa, de olhos fechados apenas a escutar os pássaros, as abelhas e as folhas que bailavam com a brisa. As professoras aproveitavam muitas vezes o carvalho para ler um livro e às vezes liam os mais velhos para os mais pequenos. No outono apanhavam as folhas e faziam bonecos e colagens, agrupavam-nas por cores ou tamanhos ou simplesmente atiravam-nas ao ar ou saltavam em cima para as ouvir estalar. No inverno ela não tinha folhas, mas isso também não era problema porque não fazia falta a sombra. Até podiam melhor os pássaros que esperavam a hora do recreio para apanhar umas migalhas!

Uma sexta-feira, o presidente da Junta entrou na escola com uns senhores e informou que no fim de semana iriam cortar a árvore.

Ficaram todos muito agitados! Aquele magnífico carvalho não podia ser cortado! O presidente disse que não havia nada a fazer, que iam mesmo avançar. No resto do dia ninguém conseguia pensar noutra coisa!

A Maria sugeriu:

- Professora, e se nós pedíssemos ajuda a todos os habitantes da aldeia?

- Se calhar… Alguém tem ideias? - questionou a professora.

- Podíamos pedir às pessoas da aldeia para escreverem uma frase sobre esta árvore e o que significa para si para pendurar nos seus ramos. – disse o António.

- É uma forma maravilhosa de manifestação! - concordou a professora.

No fim das aulas, no regresso a casa, as crianças passaram de porta em porta, entregando uma cartolina e explicando a sua ideia.

No sábado de manhã, quando o Presidente chegou com os homens para cortar a árvore, viu uma multidão à volta do carvalho que parecia uma árvore de natal enfeitada com cartolinas.

O Presidente aproximou-se e começou a ler:

·        Foi debaixo desta árvore que eu aprendi a gostar de ler!

·        Foi por me pendurar nesta árvore que eu rachei a cabeça!

·        Brinquei muitas vezes debaixo desta árvore.

·        Foi aqui que eu conheci a minha melhor amiga.

·        Foi aqui que eu aprendi a conhecer os pássaros.

·        Foi aqui que eu aprendi a gostar de estudar a Natureza.

·        Estar aqui debaixo ajuda-me a relaxar.

...

Havia muitas, muitas frases! Aquele carvalho era um verdadeiro poema!

O Presidente pensou que tinha andado naquela escola e também tinha muitas boas memórias do carvalho e disse:

- Vou chamar um técnico e ele vai decidir o que se faz.

Nessa semana o técnico apareceu e deu a melhor notícia possível:

- Basta cortar dois ramos e o carvalho pode continuar aqui seguro, muitos e muitos anos!

Foi assim que a turma conseguiu salvar o carvalho, deixando-o continuar a ser o local de brincadeiras, de aventuras, de descobertas, de felicidade e de memórias.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

Concurso "Uma aventura"

Hoje recebemos uma boa notícia! No meio de 12.798 trabalhos, o nosso texto para o concurso "Uma aventura", mereceu uma menção honrosa!

Nós achávamos que o nosso texto estava bem mas o júri podia não gostar, claro. 

A nossa história falava daquilo de que mais gostamos, a Natureza, e teve como ponto de partida um problema que existe mesmo, pois o Rio Sousa muitas vezes tem aparecido cheio de espuma, com os peixes mortos a boiar!

Para construir o texto pensámos em tudo o que sabemos sobre o ambiente, sobre as ameaças que ele sofre e sobre o equilíbrio de um ecossistema. 

Como andamos sempre a falar de árvores , a história começou com uma saída de campo para saber mais sobre as galerias ripícolas. 

Depois de inventar um problema e identificar a sua causa, tentámos arranjar uma solução e até metemos na nossa história a Xana, a bióloga que tem trabalhado connosco. 

Imaginámos uma forma pacífica de resolver a situação e inventámos uma carta ao dono da fábrica que ficou sensibilizado e, para além de resolver o problema, ainda nos ajudou a limpar as margens do rio e a plantar mais árvores, dizendo que os cartazes que tínhamos criados mas não tínhamos usado iam ser colocados na fábrica para que nunca mais se esquecessem que podiam ser um perigo para o rio!

É engraçado que os pais pegaram na nossa história para uma dramatização na Semana da Leitura e inventaram uma forma menos calma de resolver a situação, chamando a televisão e fazendo uma manifestação. 

Nós ficámos muito felizes com esta notícia, não pelo livro do prémio, mas por ver que o que nós sabemos nos pode ajudar a ser criativos e sobretudo porque nos ajuda a passar mensagens de alerta!


Para quem não a conhece, cá fica a nossa aventura!

Uma aventura pelo rio

Os alunos do 2.º A são amigos da Natureza e sabem muito sobre o Ambiente, até se chamam "Os investigadores". Têm atitudes sustentáveis e estão muito atentos ao que os rodeia porque se preocupam com o planeta.

Numa manhã ensolarada de março, foram fazer mais uma saída de campo, desta vez, para conhecer as espécies da galeria ripícola do rio Sousa, que passa perto da escola.

O Salvador, a Leonor, a Letícia, a Rosa e o Tomás, já por várias vezes tinham chegado à escola muito preocupados porque, à vinda para a escola viram o rio cheio de espuma.Nesse dia isso tinha acontecido!

Quando chegaram ao rio, viram um cenário assustador! Quase não se via a água, de tanta espuma esbranquiçada onde se via a boiar dezenas de peixes mortos!

Eles já nem queriam saber das espécies que iam investigar, de tão assustados que ficaram!

- O que é isto?  - perguntou a Matilde, preocupada.

- O meu pai disse que já viu isto várias vezes!- respondeu a Ana Luz.

- Quem terá feito isto?- questionou a Gabriela.

- Uma fábrica!- gritaram ao mesmo tempo a Ana Matilde e a Sofia.

- Sim, é isso, de certeza!- concordou a professora.

- Temos de fazer alguma coisa! - disse a Beatriz.

Estavam todos tão preocupados que já nem queriam saber das suas pesquisas.

Sentaram-se na margem a conversar para tentarem resolver o problema.

- Temos de avisar já as autoridades! - sugeriu a Mafalda.

- Sim, eles podem descobrir quem está a fazer isto! - comentou  Inês.

- E podemos escrever uma carta ao dono da fábrica! - disse o Duarte.

- Sim, explicamos que aquela poluição está a destruir o rio e a sua biodiversidade! - sugeriu o Zé Pedro.

- Sim, pode ser que resolvam o problema!- disse a Filipa.

Quando voltaram à escola, dividiram-se por grupos e meteram mãos à obra. O Dinis foi para o computador escrever a carta que iam fazendo em conjunto. Juntaram uma fotografia para ajudar a explicar a gravidade da situação.

Entretanto, por grupos, fizeram cartazes. Se não respondessem à carta, iam fazer uma manifestação num fim de semana, com todos os alunos da escola e os pais.

- Até podemos chamar a Xana, a bióloga, para explicar ao dono da fábrica que o que se está a passar é muito grave! - propôs a Bianca.

No fim das aulas, a Eduarda levou a carta para os Correios e todos ficaram ansiosos pelo resultado.

Passado dois dias receberam um telefonema muito importante. O dono da fábrica queria falar com eles. Combinaram encontrar-se todos no dia seguinte junto ao rio.

- Muito obrigado, meninos! Eu não sabia que era tão perigoso o que estava a acontecer! Já estou a resolver o problema! Nunca mais vão ver o rio poluído por nossa causa!

- Era urgente resolver este problema! Ainda bem que tudo foi resolvido! - disse o Francisco. 

-  Estou muito arrependido! Para vos agradecer, vou ajudar-vos a limpar as margens do rio e a plantar mais árvores! - acrescentou o senhor.

A Benedita, a Maria Beatriz, o Tomás e a Mafalda foram buscar os cartazes que tinham feito e  entregaram-nos ao dono da fábrica. 

- Muito obrigado! Aprendemos a lição! Vou colocar estes cartazes na entrada da fábrica para nunca mais nos esquecermos desta turma espetacular, tão amiga da Natureza, e sobretudo, para nos lembrarmos da importância de cuidar do ambiente! 

- Urra!!! gritaram todos quando o senhor foi embora.

Bastou uma carta para resolver o problema, mas mesmo assim, foi uma verdadeira aventura!  


sexta-feira, 18 de março de 2022

Uma aventura pelo rio

Aqui na turma, gostamos muito de escrever e explorar a criatividade, por isso, aproveittamos todas as oportunidades para o fazer.. É bom escrever textos no caderno mas é ainda melhor quando eles são partilhados no blogue, oferecidos a alguém especial ou ainda, enviados para um concurso.

O Concurso "Uma Aventura", da Caminho, é um dos desafios a que é bom responder. O ano passado, sem sair daqui da nossa área do Parque das Serras,  inventámos Uma aventura em família" que nos apresentou a aventura de um grupo de amigos que salvou umas crias de raposa. 

Este ano voltámos a ficar cá pelo Parque e fomos salvar o Rio Sousa. 

Cada um pode propor o seu tema e no fim verificámos que havia vários coincidentes. A floresta foi o tema mais escolhido e logo a seguir, o rio. Como andamos muito preocupados com a poluição que tem atacado o rio Sousa, foi esse o tema que escolhemos. 

A história foi surgindo com as ideias que iam sendo apresentadas, combinadas e adaptadas. Todos são personagens da aventura pois todos os nomes da turma aparecem! Apareceu também o nome da professora e até o da Xana, uma bióloga com quem costumamos trabalhar.

Claro que a  ossa história teve um final feliz! Era tão bom se isso fosse mesmo verdade!

O texto já foi enviado, agora vamos esperar... Será que vamos ter a mesma sorte do ano passado?


Uma aventura pelo rio

Os alunos do 2.º A são amigos da Natureza e sabem muito sobre o Ambiente, até se chamam "Os investigadores". Têm atitudes sustentáveis e estão muito atentos ao que os rodeia porque se preocupam com o planeta.

Numa manhã ensolarada de março, foram fazer mais uma saída de campo, desta vez, para conhecer as espécies da galeria ripícola do rio Sousa, que passa perto da escola.

O Salvador, a Leonor, a Letícia, a Rosa e o Tomás, já por várias vezes tinham chegado à escola muito preocupados porque, à vinda para a escola viram o rio cheio de espuma.Nesse dia isso tinha acontecido!

Quando chegaram ao rio, viram um cenário assustador! Quase não se via a água, de tanta espuma esbranquiçada onde se via a boiar dezenas de peixes mortos!

Eles já nem queriam saber das espécies que iam investigar, de tão assustados que ficaram!

- O que é isto?  - perguntou a Matilde, preocupada.

- O meu pai disse que já viu isto várias vezes!- respondeu a Ana Luz.

- Quem terá feito isto?- questionou a Gabriela.

- Uma fábrica!- gritaram ao mesmo tempo a Ana Matilde e a Sofia.

- Sim, é isso, de certeza!- concordou a professora.

- Temos de fazer alguma coisa! - disse a Beatriz.

Estavam todos tão preocupados que já nem queriam saber das suas pesquisas.

Sentaram-se na margem a conversar para tentarem resolver o problema.

- Temos de avisar já as autoridades! - sugeriu a Mafalda.

- Sim, eles podem descobrir quem está a fazer isto! - comentou  Inês.

- E podemos escrever uma carta ao dono da fábrica! - disse o Duarte.

- Sim, explicamos que aquela poluição está a destruir o rio e a sua biodiversidade! - sugeriu o Zé Pedro.

- Sim, pode ser que resolvam o problema!- disse a Filipa.

Quando voltaram à escola, dividiram-se por grupos e meteram mãos à obra. O Dinis foi para o computador escrever a carta que iam fazendo em conjunto. Juntaram uma fotografia para ajudar a explicar a gravidade da situação.

Entretanto, por grupos, fizeram cartazes. Se não respondessem à carta, iam fazer uma manifestação num fim de semana, com todos os alunos da escola e os pais.

- Até podemos chamar a Xana, a bióloga, para explicar ao dono da fábrica que o que se está a passar é muito grave! - propôs a Bianca.

No fim das aulas, a Eduarda levou a carta para os Correios e todos ficaram ansiosos pelo resultado.

Passado dois dias receberam um telefonema muito importante. O dono da fábrica queria falar com eles. Combinaram encontrar-se todos no dia seguinte junto ao rio.

- Muito obrigado, meninos! Eu não sabia que era tão perigoso o que estava a acontecer! Já estou a resolver o problema! Nunca mais vão ver o rio poluído por nossa causa!

- Era urgente resolver este problema! Ainda bem que tudo foi resolvido! - disse o Francisco. 

-  Estou muito arrependido! Para vos agradecer, vou ajudar-vos a limpar as margens do rio e a plantar mais árvores! - acrescentou o senhor.

A Benedita, a Maria Beatriz, o Tomás e a Mafalda foram buscar os cartazes que tinham feito e  entregaram-nos ao dono da fábrica. 

- Muito obrigado! Aprendemos a lição! Vou colocar estes cartazes na entrada da fábrica para nunca mais nos esquecermos desta turma espetacular, tão amiga da Natureza, e sobretudo, para nos lembrarmos da importância de cuidar do ambiente! 

- Urra!!! gritaram todos quando o senhor foi embora.

Bastou uma carta para resolver o problema, mas mesmo assim, foi uma verdadeira aventura!  

terça-feira, 8 de março de 2022

Os nossos carros de sonho

Já foram selecionados os desenhos vencedores do concurso da Toyota. Os vencedores seguiram para o Japão, para o concurso internacional.

A nossa turma não teve nenhum trabalho premiado mas, como costumamos dizer, o importante é participar (ainda que às vezes essa frase não saia bem do coração).

Cada um, na sala de aula, desenhou o seu carro de sonho. Deu-lhe um nome e atribui-lhe características. O mais importante é que, sem combinarem, todos se preocuparam em criar carros sustentáveis, divertidos, criativos e fantásticos. 

Nasceu um carro equipado com um míssil que lançava sementes, muitos outros que semeavam ou plantavam árvores, uns que regam, uns que apagam incêndios, outros que lançam pelo tubo de escape perfume de rosas ou de morangos, uns feitos de guloseimas, outros com piscina e discoteca, uns que voam e outros que conseguem andar por baixo da terra ou na água,...

Isto é que seria bom se a Toyota conseguisse fabricar os carros que saíram da imaginação de cada um!



sexta-feira, 30 de julho de 2021

Artistas Digitais

Mesmo, mesmo na reta para o final do ano letivo, resolvemos responder ao desafio lançad pela equipa do CCEMS, o Concurso Artistas Digitais.

O desafio consistia na criação de um desenho digital, feito em computador, tablet ou smartphone, abordando o tema proposto.

 Nesta XX edição do concurso, o tema era igual para todas as categorias do concurso (Pré-escolar, 1.º e 2.º Ciclos). O nosso desenho devia representar o tema "Promoção da saúde alimentar e exercício físico”.Para fazer o desenho, começámos por  falar de hábitos de vida saudável, de saúde, da importância do exercício físico e da vida ao ar livre.

Durante a última semana de aula a turma foi-se organizando entre o computador da sala, um tablet da professora e um portátil que tinha uma mesa digitalizador e finalmente, um velhinho e lento Magalhães. 

Aprendemos a desenhar, a apagar, a pintar,... Percebemos a importância de fechar bem as linhas para não pintar o que não queríamos.

Não víamos os desenhos dos colegas a serem feitos mas no fim achámos engraçado uma coisa: a maioria apresentava como exercício físico saltar à corda! É normal, porque passámos os dois últimos períodos do ano a exercitar-nos! Claro que havia também bolas e até raquetes!

Gostámos muito de trabalhar no Paint e de certeza que nas férias vamos explorar lá por casa esta ferramenta!




segunda-feira, 28 de junho de 2021

Concurso "Conta-nos uma história"

Enquanto esperamos ansiosos pelos resultados do Concurso "Conta-nos uma história", relembrámos a nossa participação.
Pode não ganhar mas nós gostamos muito do nosso trabalho!

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Uma boa notícia!

Acabei de receber uma boa notícia para a turma! O nosso texto enviado para o Concurso "Uma Aventura" obteve um 3.º lugar!

Parabéns para os nossos mini escritores!

Relembrem aqui a nossa aventura!

"Uma aventura em família".

Estava um belo dia para sair de casa e fazer um piquenique. 

A Rita e a Ana combinaram com os primos João e Gonçalo  aproveitar essa tarde em família para uma Saída de Campo para observar a natureza e a sua biodiversidade. Nas mochilas levavam as lupas, os binóculos, um guia de campo e blocos de notas. 

Quando chegaram ao monte, os pais ficaram a conversar junto de um grande carvalho, no sítio que escolheram para fazerem o piquenique e os primos seguiram para a sua Saída de Campo.

Pelo caminho iam anotando o que viam no bloco de notas e muitas fotografias que tiraram com o telemóvel que o Gonçalo levava. Viram carvalhos, sobreiros, salgueiros, medronheiros, tudo espécies autóctones. Não viram nenhuma infestante, que maravilha!

Viram também formigueiros, escaravelhos, vestígios de coelhos, muitas borboletas e as andorinhas que voltaram do norte de África.

No céu havia muitas nuvens que eles observavam com atenção.

- Aquela nuvem parece um unicórnio!

- Aquela parece um urso e aquela um cisne!

- E há outra que parece um peixe!

- Eu estou a ver um coelho e um elefante!

De repente, no meio das nuvens, viram duas aves enormes! Elas pareciam assustadas porque andavam num círculo fechado e gritavam muito.

-São duas águias! - disse a Rita quando olhou pelos binóculos.

Os meninos ficaram curiosos e foram andando até ao sítio onde as águias voavam.

Atrás de uma pedra grande viram uma águia pequena presa numa armadilha. O Gonçalo ligou para os pais contando o que viram e eles apareceram logo. Ao ver tanta gente, as águias ainda ficaram mais agitadas!

Os pais, com muito cuidado, desmontaram a armadilha. Num voo rápido, a pequena águia subiu até ao céu onde estavam as duas águias que deviam ser os seus pais e todos ficaram a vê-las voar até desaparecer.

Os primos ficaram tão contentes que até bateram palmas! 

- Que aventura! Se nós não tivéssemos vindo, a pobre águia tinha morrido! - disseram eles.

- Sim, foi uma tarde inesquecível! Nunca mais vamos esquecer este piquenique da família!

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Parabéns, Francisco!

 Hoje a professora Rosário, a Coordenadora da escola, veio à sala para entregar ao Francisco o prémio pelo seu trabalho no concurso Decora o teu laço. Todos nós fizemos na sala o desenho e o dele foi um dos premiados!

O Francisco tem muito jeito para desenhar e, quando se aplica, consegue um bom resultado!

terça-feira, 23 de março de 2021

Concurso "Uma aventura"

Hoje estivemos a criar o texto para o concurso "Uma aventura". Partimos do texto que fizemos com o desenho da mãe da Maria Beatriz e fizemos umas alterações para que ele apresentasse mesmo uma aventura. Discutimos primeiro o que era uma aventura e chegámos à conclusão que a nossa história tinha que partir de algum problema que ia ser resolvido de alguma maneira, se calhar difícil. 


Retirámos do texto algumas partes e fomos introduzindo outras e assim nasceu a nossa aventura ...

"Uma aventura em família".

Estava um belo dia para sair de casa e fazer um piquenique. 

A Rita e a Ana combinaram com os primos João e Gonçalo  aproveitar essa tarde em família para uma Saída de Campo para observar a natureza e a sua biodiversidade. Nas mochilas levavam as lupas, os binóculos, um guia de campo e blocos de notas. 

Quando chegaram ao monte, os pais ficaram a conversar junto de um grande carvalho, no sítio que escolheram para fazerem o piquenique e os primos seguiram para a sua Saída de Campo.

Pelo caminho iam anotando o que viam no bloco de notas e muitas fotografias que tiraram com o telemóvel que o Gonçalo levava. Viram carvalhos, sobreiros, salgueiros, medronheiros, tudo espécies autóctones. Não viram nenhuma infestante, que maravilha!

Viram também formigueiros, escaravelhos, vestígios de coelhos, muitas borboletas e as andorinhas que voltaram do norte de África.

No céu havia muitas nuvens que eles observavam com atenção.

- Aquela nuvem parece um unicórnio!

- Aquela parece um urso e aquela um cisne!

- E há outra que parece um peixe!

- Eu estou a ver um coelho e um elefante!

De repente, no meio das nuvens, viram duas aves enormes! Elas pareciam assustadas porque andavam num círculo fechado e gritavam muito.

-São duas águias! - disse a Rita quando olhou pelos binóculos.

Os meninos ficaram curiosos e foram andando até ao sítio onde as águias voavam.

Atrás de uma pedra grande viram uma águia pequena presa numa armadilha. O Gonçalo ligou para os pais contando o que viram e eles apareceram logo. Ao ver tanta gente, as águias ainda ficaram mais agitadas!

Os pais, com muito cuidado, desmontaram a armadilha. Num voo rápido, a pequena águia subiu até ao céu onde estavam as duas águias que deviam ser os seus pais e todos ficaram a vê-las voar até desaparecer.

Os primos ficaram tão contentes que até bateram palmas! 

- Que aventura! Se nós não tivéssemos vindo, a pobre águia tinha morrido! - disseram eles.

- Sim, foi uma tarde inesquecível! Nunca mais vamos esquecer este piquenique da família!