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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Hoje assinalamos o  Dia Mundial das Zonas Húmidas

Este dia celebra-se desde 2021 e tem como ponto de partida  a assinatura da «Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas», a 2 de fevereiro de 1971, na cidade de Ramsar, no Irão.

Esta data tem como objetivo sensibilizar para a proteção das zonas húmidas e destacar a importância que estas têm para a existência de vida na Terra.

O tema deste terceiro ano, «É tempo de restaurar as zonas húmidas!» alerta-nos para a urgência de proteger e restaurar as zonas húmidas ameaçadas e convida-nos a tomar medidas para lhes dar vida e restaurá-las . 

De manhã a professora tinha perguntado se ainda sabíamos o nome dado à vegetação das margens de um curso de água e soubemos logo dizer "Galeria ripícola"! Perguntou-nos depois o que seriam zonas húmidas e falámos logo dos rios e ribeiras, charcos, lagos, e a professora falou-nos do paul, zona onde podemos encontrar muitas aves aquáticas. A seguir tivemos de pensar quais seriam as ameaças às zonas húmidas e todos apontaram a poluição, as alterações climáticas, a ação humana. 

Para viver bem este dia, com o 3.ºB, fizemos uma Saída de Campo com o apoio do professor Ângelo da APRISOF. Fomos até à ribeira de Bustelo, um dos afluentes do rio Sousa, que passa a cerca de 1,5 Km da escola. A tarde estava espetacular para uma atividade destas porque estava um belo dia de sol.

O objetivo era observar a paisagem e identificar alguns dos elementos, ficando assim a conhecer um pouco melhor o Parque das Serras. Estávamos com esperanças de não ver ameaças aquele ecossistema e realmente, parece que, naquele troço que observámos, não identificamos nada de grave.

Reparámos nos salgueiros das margens que ainda estão sem folhas e identificamos nas paredes líquenes, fetos e musgos. A água estava muito limpa e corria com alguma força. 

O professor Ângelo vinha bem equipado e entrou na água recolhendo com uma rede alguns habitantes que pudemos observar e depois tentar identificar com o guia do Projeto Rios. Pudemos observar vários tritões de ventre laranja, uma rã ibérica, uma rã verde e vários insetos, uns fáceis de identificar, outros, nem por isso. Os nomes deles são quase sempre bem complicados para que os possamos decorar!

A professora prometeu que um dia voltamos à ribeira para nova observação, desta vez já com os salgueiros com folhas. 

A atividade foi muito animada! Passámos por um túnel para cortar caminho e fugir à estrada e tivemos um rebanho de cabras a passar no nosso meio.

Já na sala abrimos o computador e cada um usou as fotografias que tinha tirado ou imagens encontradas na internet e fez um texto sobre a importância das zonas húmidas e a importância de as proteger e restaurar. Falámos da sua importância para alimento e habitat das espécies, para a nossa alimentação, para proteção da biodiversidade, para o equilíbrio dos ecossistemas. Ficámos a saber também como são importantes na filtragem das águas, na proteção da costa e no combate às alterações climáticas e, claro, no turismo, pois todos gostam de observar e explorar estas paisagens!

É muito importante mudar atitudes! Temos de fazer um uso cuidado e sustentado destas zonas, não as devemos poluir, não as devemos estragar, não as devemos perturbar.

É importante conservar as zonas húmidas e restaurá-las. Como diz o tema do ano, 

«É tempo de restaurar as zonas húmidas!» 



quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Semana Europeia da Mobilidade

Quando o tema é Sustentabilidade, ficámos sempre curiosos e há conversas sobre o tema na sala. Desta vez assinalámos a Semana Europeia da Mobilidade que se realiza todos os anos, de 16 a 22 de setembro. O objetivo desta semana é alertar para a necessidade da mudança de comportamentos relativamente à mobilidade, especialmente na utilização do automóvel. E

Aproveitando este tema, a propósito de mobilidade e sustentabilidade, hoje fizemos a primeira saída de campo do 3.º ano.

Antes desta atividade cada um tinha feito um texto sobre como deve ser uma paisagem natural. Falámos de biodiversidade, de rios, de árvores, de abelhas, de espécies autóctones,… Também falámos de invasoras e de poluição, mas para dizer que elas não deveriam fazer parte de uma paisagem natural.

Saímos da escola e fomos a um local que já visitámos muitas vezes e onde conhecemos algumas das espécies de que falámos nos textos mas já sabíamos que íamos encontrar um cenário muito diferente do que conhecíamos, muito triste e desagradável, porque houve um grande incêndio há pouco tempo!

As árvores mais pequenas e os arbustos desapareceram completamente! Víamos apenas os troncos queimados.

Algumas das  árvores maiores ainda têm algumas folhas verdes mas ficámos em dúvida se elas vão sobreviver…

Pensámos logo nos animais que lá viviam e ficámos tristes por pensar que perderam o seu habitat e, pior, que muitos devem até ter morrido.

Os sobreiros onde costumávamos apanhar bolotas estavam todos queimados, pretos, mas vimos, felizmente, algumas folhas a nascer no tronco de alguns dos mais jovens.

Fomos procurar bolotas e até as encontrámos, mas estavam todas queimadas, pareciam carvão!

Mas a Natureza tem uma força especial e, como choveu, já começam a nascer algumas plantas rasteiras e até vimos algumas flores pequeninas.

Ao ver isto ainda ficámos com mais certeza que é preciso plantar árvores para ajudar a Natureza a ganhar de novo vida!! 

Para que tudo volte ao normal, as cem sementes do livro que trabalhámos não chegam, são precisas mil, dez mil,…

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Explorando a floresta

A propósito do livro "Cem sementes que voaram", articulando os projetos "Bibliolab" e "A natureza é a melhor sala de aula", saímos para mais uma saída de campo. 

Começámos o dia a explorar uma ferramenta muito interessante, o Google Earth. Localizámos no planeta Portugal, e, seguindo uma ordem decrescente de área, procurámos o distrito do Porto, o concelho de Paredes,  a nossa freguesia, Recarei e finalmente, a nossa escola. Tentámos depois visualizar o Parque das Serras do Porto e até seguimos um bocadinho do percurso que íamos fazer a seguir.

Ainda na sala, relembrámos o nome das seis serras do Parque, Pias, Flores, Banjas, Santa Justa, Castinçal e Santa Iria (se cantarmos a canção, é fácil identificá-las!).  Pensámos depois para que serve uma floresta e imaginámos e descrevemos a floresta dos nossos sonhos. Não podíamos esquecer as ameaças que a floresta enfrenta e fizemos também esse registo.

Explorando o Caderno de Campo das Charnecas das Serras do Porto, imaginámos as espécies que íamos ver...

Para os registos da saída de campo tínhamos numa prancheta o guião que tínhamos iniciado na sala  e que fomos preenchendo, desde a saída da escola. 

Já lá fora, parámos para observar as espécies e afinal não encontrámos as nossas  florestas de sonho... No coberto vegetal mais rasteiro víamos muita urze, rosmaninho, tojo e giestas a começar a florir.

No local onde parámos, havia uns poucos pinheiros que alguém tinha plantado e vários tufos de mimosas. Pudemos confirmar que as que tínhamos descascado o ano passado secaram!


 Se olhássemos ao longe víamos muitos, muitos eucaliptos! 

No regresso à escola vimos também as ervas-das-pampas que costumamos controlar cortando as plumas.


Afinal não encontrámos a floresta dos nossos sonhos, ao olhar para as árvores!  Não havia carvalhos nem freixos ou azevinhos naquele espaço. De autóctones encontrámos naquele espaço dois pequenos salgueiros e a vegetação de arbustos que cobria o solo.

No regresso à escola passámos pelo grande pinheiro manso e pudemos ver alguns medronheiros e alguns sobreiros e pinheiros bravos.

Já na sala voltámos a falar de invasoras, lançando hipóteses para explicar como teriam surgido aqui no parque das Serras as mimosas..."Trazidas e plantadas por alguém que as viu noutro local e gostou delas, por um pássaro que trouxe as sementes, pelo vento,...

Este livro ainda nos vai trazer muitas descobertas!


sábado, 1 de janeiro de 2022

Começar o ano com... uma Saída de Campo!

 Hoje um dos investigadores do nosso reino foi fazer uma caminhada em família e pediu à mãe para me enviar as fotos. 

A caminhada levou-os até um ponto de grande interesse histórico e cultural aqui no parque das Serras do Porto, as ruínas do Complexo Mineiro das Banjas, na margem direita da ribeira de Santa Comba. Nas nossas aulas falámos da atividade dos romanos na exploração de ouro nestas terras do Parque. Esta foi uma das zonas onde foi feita essa exploração. Mais recentemente aqui neste complexo foi explorado também o antimónio.

Em ruínas podemos ver vestígios das casas, dos escritórios, dos fornos e dos tanques de lavagem, de explorações mais recentes, das primeiras décadas do século XX .

Podem saber mais aqui...

Complexo Mineiro das Banjas

Centro de Intepretação das Minas de Ouro de Castromil e Banjas, Sobreira

Claro que, como bom observador e amigo da natureza que é, o nosso investigador foi registando a biodiversidade que encontrava pelo caminho!

Obrigada pela partilha!




quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Lá fora

Hoje fizemos a primeira Saída de Campo deste ano. Fomos acompanhados pelo grupo 4 do Pré Escolar da Educadora Vera.

Ficámos bem perto da nossa escola porque não é preciso ir para longe para explorar a Natureza.

Pelo caminho fomos identificando as plantas que víamos, umas autóctones como o sobreiro, o carvalho, o medronheiro, a urze, o rosmaninho, ou as invasoras como a nossa grande inimiga Erva-das-Pampas.

Aproveitámos para apanhar bolotas de sobreiro ...

... para fazer exercícios respiratórios e dramatizações...
... e tivemos duas surpresas aí: vimos três cogumelos que pareciam ovos  redondinhos e branquinhos ..


... e, a surpresa maior, a Mafalda encontrou uma pena de gaio! Conseguimos logo identificá-la pela sua cor azul. enquanto estávamos parados ao lado de um pinheiro manso, vimos um gaio a passar. Será que é o gaio que soltámos?

Os nossos colegas do Pré voltaram à escola e nós continuámos para o nosso objetivo principal, cortar as plumas das Ervas-das-Pampas. Só quem tinha luvas pegou nas plumas que a professora cortava porque elas podem causar irritação na pele. Agora vamos eliminá-las queimando-as num forno fechado.

Antes de regressar à escola, lanchámos à sombra do grande pinheiro-manso e a Leonor serviu de poiso para um saltote que ficou ali muito tempo, saltando do braço da Leonor para um tufo de carqueja onde ficou completamente disfarçado!

Gostámos muito desta atividade!

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Ainda no controlo de infestantes

Quando a professora nos inscreveu nas atividades da Semana das Invasoras indicou apenas o controlo da erva cortadeira  e da junça, as duas infestantes que tínhamos conhecido na primeira saída de campo 

Hoje voltámos a sair da escola mas para combater outra espécie. Quando fomos para a atividade na quarta-feira encontrámos um pequeno amontoado de acácias, uma infestante que ainda não tínhamos visto. A professora apresentou-nos a acácia e explicou-nos que o seu controlo é feito com o seu descasque. Explicou ainda como funcionava aquela técnica: ao cortar uma parte da casca, cortamos os vasos que levam a seiva para a planta e ela seca e morre. 

Como hoje estava um belo dia de sol e era dia de Educação Física, na hora do recreio saímos e fomos ao encontro das acácias que tínhamos visto. A caminhada, as corridas, os saltos de pedra para pedra e as gincanas entre os tojos seriam a nossa aula de Educação Física.

Quando chegamos às acácias a professora deu uns cortes a toda a volta de alguns dos troncos que ainda estão finos. Ensinou-nos a meter a unha e a puxar a casca entre os dois cortes. Adorámos fazer o descasque! É muito engraçado!| Alguns até continuaram a fazer o descasque na parte de cima dos cortes!

Ficámos esta semana a conhecer algumas  infestantes invasoras e a perceber  a importância de as combater, aprendendo algumas técnicas. O Salvador mostrou-nos hoje uma marca na cara dizendo que foi a fazer o controlo de erva-cortadeira com o pai. Explicou como a eliminou depois, queimando-a no fogão.

É bom saber o que fazer para ajudar a Natureza e a Biodiversidade!