domingo, 12 de fevereiro de 2023

Dia de Darwin

 

Hoje assinala-se o Dia de Darwin, o naturalista que  nasceu a 12 de fevereiro de 1809. 

Darwin propôs a Teoria da Evolução, que defendia que as espécies evoluíam através de uma seleção natural, e que estas, tendo um antecessor comum, iam originado outras novas espécies.

Este dia pretende relembrar as contribuições de Charles Darwin para a ciência, e inspirar as pessoas de todo o mundo a refletir e a agir cientificamente.

No 1.º ano (Descobrindo Darwin) e no 2.º (Dia de Darwin) já falámos sobre Darwin e sobre o seu trabalho. Este ano dedicámos este dia à evolução dos cães.

Mesmo não sendo dia de aulas, foi lançado à turma um desafio, o de apresentar o seu cão. O Tomás tem pavor de cães, por isso, não tem nenhum, mas o Dinis enviou-lhe uma fotografia de um dos seus para ele poder fazer o trabalho.
Temos andado a explorar os documentos colaborativos (Google Docs, Jamboard) e desta vez experimentámos o Google Slides. Cada um tinha um slide para trabalhar. 
Esta semana vamos explorar as apresentações feitas e pensar um pouco na origem do cão e na sua evolução. 
Na continuidade deste trabalho, haverá uma boa surpresa!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Internet Segura

Este ano temos falado mais de internet que nos outros anos porque começámos a trabalhar semanalmente no computador. 

Sabemos que há regras que devem ser seguidas, mas é sempre bom lembrar! A Dra. Cátia do Projeto EMI, (Escola mais inclusiva) veio à nossa sala e, com ajuda de uma apresentação falou-nos do bom uso da internet e dos perigos que nos pode trazer. 

Relembrámos a importância de não divulgar dados pessoais, de ter uma palavra passe segura e não a partilhar, de nunca aceder ao computador sem a supervisão de um adulto, Demos muitos exemplos cada vez que a Dra Cátia abordava um assunto. Achámos que ela ficou satisfeita com a nossa turma porque soubemos responder a todas as questões e fomos muito críticos nas perguntas e intervenções.

A Internet pode ser excelente, se for bem utilizada!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Mais "Uma Aventura"

Todos os anos temos elaborado um texto para o concurso "Uma Aventura" e tem corrido bem, porque, das duas vezes, o nosso texto foi premiado.

Ainda falta muito para  a data limite de envio mas, como temos outros trabalhos para organizar. fizemos o texto que já foi submetido.

Este trabalho demorou duas aulas e por acaso não era para este concurso que estávamos a fazer o texto mas sim para o Autores Digitais. O problema é que as ideias iam surgindo e o texto acabou por ficar muito grande e um pouco complexo demais para o outro concurso. Não se ia deitar fora o trabalho! Foi só mudar o destino e assim tínhamos um projeto concluído.

Como não podia deixar de ser, a nossa aventura tem como base a Natureza!

Querem saber qual foi ela?... 


Uma aventura na escola

Numa aldeia situada perto de um rio, havia uma pequena escola, já muito antiga. Tinha uma turma de cada ano e apenas quatro professores.

Todos adoravam a escola, os que lá andavam e os que já tinham andado.

Quando na aldeia se falava da escola, todos referiam logo o magnífico carvalho de copa frondosa que ocupava quase todo o recreio. Esse carvalho era tão importante para as pessoas que foi escolhido como símbolo da aldeia.

No intervalo das aulas os alunos juntavam-se à sua volta. Uns aproveitavam a sua sombra para trocar os seus cromos, outros para descansar na pausa do futebol, outros apoiavam-se no seu tronco para contar nas escondidas ou para jogar o “Macaquinho chinês”... Os mais calmos usavam o tronco como encosto e liam o seu livro e os mais sonhadores deitavam-se na relva, sob a copa, de olhos fechados apenas a escutar os pássaros, as abelhas e as folhas que bailavam com a brisa. As professoras aproveitavam muitas vezes o carvalho para ler um livro e às vezes liam os mais velhos para os mais pequenos. No outono apanhavam as folhas e faziam bonecos e colagens, agrupavam-nas por cores ou tamanhos ou simplesmente atiravam-nas ao ar ou saltavam em cima para as ouvir estalar. No inverno ela não tinha folhas, mas isso também não era problema porque não fazia falta a sombra. Até podiam melhor os pássaros que esperavam a hora do recreio para apanhar umas migalhas!

Uma sexta-feira, o presidente da Junta entrou na escola com uns senhores e informou que no fim de semana iriam cortar a árvore.

Ficaram todos muito agitados! Aquele magnífico carvalho não podia ser cortado! O presidente disse que não havia nada a fazer, que iam mesmo avançar. No resto do dia ninguém conseguia pensar noutra coisa!

A Maria sugeriu:

- Professora, e se nós pedíssemos ajuda a todos os habitantes da aldeia?

- Se calhar… Alguém tem ideias? - questionou a professora.

- Podíamos pedir às pessoas da aldeia para escreverem uma frase sobre esta árvore e o que significa para si para pendurar nos seus ramos. – disse o António.

- É uma forma maravilhosa de manifestação! - concordou a professora.

No fim das aulas, no regresso a casa, as crianças passaram de porta em porta, entregando uma cartolina e explicando a sua ideia.

No sábado de manhã, quando o Presidente chegou com os homens para cortar a árvore, viu uma multidão à volta do carvalho que parecia uma árvore de natal enfeitada com cartolinas.

O Presidente aproximou-se e começou a ler:

·        Foi debaixo desta árvore que eu aprendi a gostar de ler!

·        Foi por me pendurar nesta árvore que eu rachei a cabeça!

·        Brinquei muitas vezes debaixo desta árvore.

·        Foi aqui que eu conheci a minha melhor amiga.

·        Foi aqui que eu aprendi a conhecer os pássaros.

·        Foi aqui que eu aprendi a gostar de estudar a Natureza.

·        Estar aqui debaixo ajuda-me a relaxar.

...

Havia muitas, muitas frases! Aquele carvalho era um verdadeiro poema!

O Presidente pensou que tinha andado naquela escola e também tinha muitas boas memórias do carvalho e disse:

- Vou chamar um técnico e ele vai decidir o que se faz.

Nessa semana o técnico apareceu e deu a melhor notícia possível:

- Basta cortar dois ramos e o carvalho pode continuar aqui seguro, muitos e muitos anos!

Foi assim que a turma conseguiu salvar o carvalho, deixando-o continuar a ser o local de brincadeiras, de aventuras, de descobertas, de felicidade e de memórias.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Desafio "Dia Mundial das Zonas Húmidas"

 O desafio foi lançado à escola e nós respondemos.


Dia Mundial das Zonas Húmidas

Hoje assinalamos o  Dia Mundial das Zonas Húmidas

Este dia celebra-se desde 2021 e tem como ponto de partida  a assinatura da «Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas», a 2 de fevereiro de 1971, na cidade de Ramsar, no Irão.

Esta data tem como objetivo sensibilizar para a proteção das zonas húmidas e destacar a importância que estas têm para a existência de vida na Terra.

O tema deste terceiro ano, «É tempo de restaurar as zonas húmidas!» alerta-nos para a urgência de proteger e restaurar as zonas húmidas ameaçadas e convida-nos a tomar medidas para lhes dar vida e restaurá-las . 

De manhã a professora tinha perguntado se ainda sabíamos o nome dado à vegetação das margens de um curso de água e soubemos logo dizer "Galeria ripícola"! Perguntou-nos depois o que seriam zonas húmidas e falámos logo dos rios e ribeiras, charcos, lagos, e a professora falou-nos do paul, zona onde podemos encontrar muitas aves aquáticas. A seguir tivemos de pensar quais seriam as ameaças às zonas húmidas e todos apontaram a poluição, as alterações climáticas, a ação humana. 

Para viver bem este dia, com o 3.ºB, fizemos uma Saída de Campo com o apoio do professor Ângelo da APRISOF. Fomos até à ribeira de Bustelo, um dos afluentes do rio Sousa, que passa a cerca de 1,5 Km da escola. A tarde estava espetacular para uma atividade destas porque estava um belo dia de sol.

O objetivo era observar a paisagem e identificar alguns dos elementos, ficando assim a conhecer um pouco melhor o Parque das Serras. Estávamos com esperanças de não ver ameaças aquele ecossistema e realmente, parece que, naquele troço que observámos, não identificamos nada de grave.

Reparámos nos salgueiros das margens que ainda estão sem folhas e identificamos nas paredes líquenes, fetos e musgos. A água estava muito limpa e corria com alguma força. 

O professor Ângelo vinha bem equipado e entrou na água recolhendo com uma rede alguns habitantes que pudemos observar e depois tentar identificar com o guia do Projeto Rios. Pudemos observar vários tritões de ventre laranja, uma rã ibérica, uma rã verde e vários insetos, uns fáceis de identificar, outros, nem por isso. Os nomes deles são quase sempre bem complicados para que os possamos decorar!

A professora prometeu que um dia voltamos à ribeira para nova observação, desta vez já com os salgueiros com folhas. 

A atividade foi muito animada! Passámos por um túnel para cortar caminho e fugir à estrada e tivemos um rebanho de cabras a passar no nosso meio.

Já na sala abrimos o computador e cada um usou as fotografias que tinha tirado ou imagens encontradas na internet e fez um texto sobre a importância das zonas húmidas e a importância de as proteger e restaurar. Falámos da sua importância para alimento e habitat das espécies, para a nossa alimentação, para proteção da biodiversidade, para o equilíbrio dos ecossistemas. Ficámos a saber também como são importantes na filtragem das águas, na proteção da costa e no combate às alterações climáticas e, claro, no turismo, pois todos gostam de observar e explorar estas paisagens!

É muito importante mudar atitudes! Temos de fazer um uso cuidado e sustentado destas zonas, não as devemos poluir, não as devemos estragar, não as devemos perturbar.

É importante conservar as zonas húmidas e restaurá-las. Como diz o tema do ano, 

«É tempo de restaurar as zonas húmidas!»