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quinta-feira, 25 de maio de 2023

As aves ao redor da escola

Para observarmos aves, não precisamos de sair da escola! O nosso recreio serve de abrigo a muitas espécies de aves diferentes.

É habitual vermos no recreio alvéolas brancas a apanhar as migalhas que caem dos lanches. Não têm medo de nós e saltitam entre as nossas brincadeiras.

Há no entanto muitos outros pássaros que vemos apenas de fugida ou identificamos pelo canto. Esses são mais fugidios e só se deixam ver ao longe. Uns apenas passam por lá, talvez à procura de alimento, outros são habitantes das nossas caixas-ninho.

Todas as caixas-ninho que temos colocadas estão habitadas por chapins. Para os observarmos, o melhor é espreitar logo de manhã. 

A manhã é realmente a melhor forma de apreciar a biodiversidade de aves no recreio. Temos usado a APP Merlin a diferentes horas do dia e a manhã é sempre o período em que temos mais registos.

A partir das gravações da APP investigamos a espécie e até aprendemos a desenhá-la.

  



É sempre um prazer observar a lista de espécies que nos visitam!


quinta-feira, 5 de maio de 2022

Finalmente, a Visita de Estudo!

Quase voltámos à normalidade e pudemos fazer a nossa Visita de Estudo! Estávamos muito ansiosos, claro!

De manhã fomos ao Bioblitz a Serralves. Começámos a explorar os líquenes, relembrando tudo o que sabíamos sobre eles, como são formados, como crescem, onde os podemos ver, como são indicadores da poluição,...

Saltámos depois para as aves e falámos de ninhos e de penas. A monitora não sabia identificar uns ovos num ninho mas nós soubemos! Eram de melro! É que o ano passado vimos os que a Leonor tinha lá em casa! Estivemos a observar os ninhos e vimos muitos resíduos, muito lixo que os pássaros encontram, como plástico e palhinhas.

Vimos imensas árvores, algumas delas enormes: uma sequóia-gigante, a árvore que pode atingir 100 metros e o Cedro do Líbano e o Cedro do Atlas que podem atingir os 40 metros. Tentamos abraçar estas árvores e era preciso os braços de metade da turma para o fazer! 

Conhecemos o teixo, uma autóctone com uma copa alta e arredondada. Ficámos a saber que toda a planta é muito tóxica, à exceção do fruto, que serve de alimento às aves e por isso é disseminado por elas.

Mas a árvore que mais nos chamou a atenção foi a Ginkgo biloba, pela forma da sua folha e pela sua história, pois esta espécie já existia no tempo dos dinossauros, por isso, foi considerada por Charles Darwin um dos "fósseis vivos".

Voltámos às aves e estivemos a identificá-las nas fotografias que a monitora nos apresentava. Conhecemos identificar muitas e pudemos falar das muitas coisas que sabemos sobre as aves, por exemplo, como se distingue o  macho e a fêmea nos melros, que o guarda-rios também se pode chamar pica-peixe ou que os gaios são uns grandes semeadores de bolotas. No fim cantámos a nossa canção ao gaio, claro!

Ainda deu tempo para caminhar um bocadinho no Treetop, o passadiço que nos faz andar na copa das árvores. Caminhámos com muito cuidado e silêncio para não perturbar os habitantes.

De Serralves fomos para o Parque da Cidade onde pudemos almoçar. Adorámos fazer o piquenique!

Depois de arrumar tudo fizemos, em grupo, umas improvisações a partir de um tema que a professora apresentou. Nós gostamos tanto desta atividade que, mesmo em visita de estudo, quisemos fazê-la!

O nosso dia de descobertas terminou no Pavilhão da Água. Pudemos brincar com a água e aprender mais sobre ela. 

Ficámos admirados ao ver que a água potável do planeta é uma porção muito, muito pequenina, comparada com a água que o cobre! É mesmo verdade que temos de poupar a água pois é um recurso muito valioso! 

Aprendemos como funciona uma barragem e como os barcos a podem passar. Parámos tornados e criámos ondas no mar,...

Foi um dia maravilhoso! Estava um belo dia de sol, ótimo para sair da sala e explorar a natureza!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Observadores de aves

Desde o início do ano temos feito algumas vezes identificação de aves com a App Merlin. temos registos feitos de manhã e à tarde, em outubro, em dezembro e em janeiro.

Hoje, no âmbito do projeto "A Natureza é a melhor sala de aula", estivemos a comparar os registos e reparámos que há mais registos de manhã do que à tarde. Pensámos porquê e achámos que poderá ser porque de manhã os pássaros estão mais ativos porque procuram alimento. Também se comentou que é o momento mais silencioso do dia pois à tarde há sempre muito barulho no recreio.

Depois desta tarefa, divididos em grupos de 3 e com uma ficha de identificação para preencher, fomos até ao recreio, dirigindo-nos para a zona do charco, aquela em que achávamos que a probabilidade de observar aves seria maior. 

Vimos logo um melro que saltitava muito à vontade e uma alvéola-branca que não se preocupou em fugir de nós e foi saltitando, à nossa frente.

Foi a vez de utilizar a audição. Ficámos de olhos fechados, sentados no chão a tentar ouvir algum pássaro e, cada vez que isso acontecia, levantávamos a mão.

Parámos e vimos exemplos da nossa preocupação com os pássaros: os comedouros e bebedouros colocados à volta do charco, as silhuetas coladas nos vidros que impedem que eles choquem com ele e as caixas-ninho que vamos ter de preparar esta semana para receberem os novos habitantes.
Usando a aplicação identificámos o pisco-de-peito-ruivo e o chapim-carvoeiro. Com o barulho da autoestrada é muito difícil identificar os pássaros se não estiverem mesmo no recreio, mas o pisco tem um canto bem forte e foi fácil de distinguir!


Lembrando as espécies registadas nas observações, cada grupo selecionou duas e foi preenchendo na tabela de registo o que sabia. 

Já na sala, recorreu-se à pesquisa nos computadores para completar a ficha.



De vez em quando ouvia-se um chapim real, um pisco ou um melro pois todos tentavam ouvir e descrever as vocalizações das diversas observações. Sim, aprendemos que não devemos dizer canto", mas sim "vocalizações". O canto é uma das formas de vocalização. Há ainda o "chamado" e o "chamado de alerta", por exemplo.

Agora vamos continuar a escutar e a registar as observações ao longo do dia e do tempo, sobretudo agora que a primavera se anuncia.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Plogging Challenge Portugal e Global Action Days


É cada vez mais urgente ajudar o planeta!

Falámos muitas vezes de ambiente e sustentabilidade, de alterações climáticas, de invasoras, de biodiversidade, de ameaças ao equilíbrio dos ecossistemas,... Na atividade da Galp falámos de transição energética, de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável,  e do compromisso de ter uma Europa sustentável até 2030. Todos os dias podemos ter pequenos gestos que fazem a diferença mas há dias em que todos somos chamados a agir. 

Hoje respondemos a dois desafios, o Plogging Challenge Portugal que consiste numa caminhada com apanha de lixo, e o Global Action Days que se vai realizar entre 20 e 30 de abril e que nos propõe cinco ações para ajudar o Planeta.

Para formar os grupos de trabalho, usámos a aplicação habitual, depois de ter explorado um pouco a matemática, imaginando as expressões numéricas para a criação de grupos de diferente número de elementos. Já no recreio iniciámos a tarefa com o preenchimento da ficha.

Fomos caminhando no monte ao lado da escola e, com luvas e pinças, recolhemos os resíduos que encontrámos, separando-os em sacos para plástico, vidro, papel e indiferenciados. Estes sacos vão juntar-se aos recolhidos pelos colegas das outras turmas para contagem e pesagem.

Durante a caminhada fomos observando a Natureza e identificando com guias de campo e aplicações em telemóvel, algumas espécies.

Para a primeira ação do Global Action Days, Mergulho na Natureza, sentámo-nos, fechámos os olhos e tentámos explorar o que nos rodeava, sons e cheiros. O barulho dos veículos perturbava um pouco a nossa concentração mas conseguimos distinguir pelo menos três espécies de aves. A aplicação identificou a milheirinha, o tentilhão, o verdilhão e a rola-de-colar. Houve uma identificação muito estranha, o Pavão-real, assinalada também como suspeita pela aplicação.  Ontem, de manhã, no recreio da escola, já tinha sido feita essa identificação! Aqui está um mistério para investigar!

Comparámos esta identificação com a que a professora fez de manhã e constatámos que, para observar aves, é melhor sair logo de manhã.

De olhos bem abertos e atentos, observamos com mais atenção à nossa volta. Nas flores, a cor predominante era o amarelo e havia muitas espécies diferentes. Pudemos também 0bservar muitas flores brancas, cor-de-rosa e roxas.

Encontrámos uma lagarta que tentámos identificar com os guias de campo mas não conseguimos ter a certeza da identificação.

Aprendemos a fazer uma estimativa da altura de uma árvore usando o "olhómetro" e o Zé Pedro, como unidade de medida. Ele encostou-se às árvores,   nós, afastados, usando o polegar e o indicador, fechando um olho, vimos quantos "Zé Pedros" a árvore tinha. Deu-nos 4 medidas, Multiplicamos a altura arredondada do Zé Pedro para 150cm (ele mede 145cm, mas arredondámos à dezena) por 4 e obtivemos uma estimativa de 6 metros para o pinheiro e e 7,5 metros para o sobreiro.

A chuva apareceu em pequenas pingas que logo se transformaram numa chuvada que nos obrigou a voltar à escola.
Voltámos à escola e estivemos a explorar algumas das fotografias que tirámos, relacionando-as com a matemática. A professora apresentou uma fotografia e pediu-nos para imaginar que  ela não tinha visto o que era e lhe darmos dicas para ela a desenhar, Dissemos logo que era branca e que tinha o centro amarelo. A professora começou a desenhar no quadro e, de propósito, desenhava mal, para nos obrigar a dar características mais objetivas e que não deixassem dúvidas. Desta maneira pôs-nos a falar de linhas retas e curvas, horizontais e verticais, paralelas, de formas geométricas, a comparar o tamanho da camada central e da camada exterior de pétalas usando frações, ,... Ao desenhar as asas chegámos à ideia de simetria e de eixo de simetria,...
Para explorarmos simetrias, ainda estivemos a fazer experiências com tinta. Gostámos tanto desta atividade que a vamos repetir logo que possível!

Na próxima semana vamos tentar continuar a atividade pois há ainda muito para limpar e para investigar! 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Hoje assinalamos o  Dia Mundial das Zonas Húmidas. 

Este dia celebra-se desde 2021 e tem como ponto de partida  a assinatura da «Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas», a 2 de fevereiro de 1971, na cidade de Ramsar, no Irão.

Esta data tem como objetivo sensibilizar para a proteção das zonas húmidas e destacar a importância que estas têm para a existência de vida na Terra.

O tema deste terceiro ano, «É tempo de restaurar as zonas húmidas!» alerta-nos para a urgência de proteger e restaurar as zonas húmidas ameaçadas e convida-nos a tomar medidas para lhes dar vida e restaurá-las . 

De manhã a professora tinha perguntado se ainda sabíamos o nome dado à vegetação das margens de um curso de água e soubemos logo dizer "Galeria ripícola"! Perguntou-nos depois o que seriam zonas húmidas e falámos logo dos rios e ribeiras, charcos, lagos, e a professora falou-nos do paul, zona onde podemos encontrar muitas aves aquáticas. A seguir tivemos de pensar quais seriam as ameaças às zonas húmidas e todos apontaram a poluição, as alterações climáticas, a ação humana. 

Para viver bem este dia, com o 3.ºB, fizemos uma Saída de Campo com o apoio do professor Ângelo da APRISOF. Fomos até à ribeira de Bustelo, um dos afluentes do rio Sousa, que passa a cerca de 1,5 Km da escola. A tarde estava espetacular para uma atividade destas porque estava um belo dia de sol.

O objetivo era observar a paisagem e identificar alguns dos elementos, ficando assim a conhecer um pouco melhor o Parque das Serras. Estávamos com esperanças de não ver ameaças aquele ecossistema e realmente, parece que, naquele troço que observámos, não identificamos nada de grave.

Reparámos nos salgueiros das margens que ainda estão sem folhas e identificamos nas paredes líquenes, fetos e musgos. A água estava muito limpa e corria com alguma força. 

O professor Ângelo vinha bem equipado e entrou na água recolhendo com uma rede alguns habitantes que pudemos observar e depois tentar identificar com o guia do Projeto Rios. Pudemos observar vários tritões de ventre laranja, uma rã ibérica, uma rã verde e vários insetos, uns fáceis de identificar, outros, nem por isso. Os nomes deles são quase sempre bem complicados para que os possamos decorar!

A professora prometeu que um dia voltamos à ribeira para nova observação, desta vez já com os salgueiros com folhas. 

A atividade foi muito animada! Passámos por um túnel para cortar caminho e fugir à estrada e tivemos um rebanho de cabras a passar no nosso meio.

Já na sala abrimos o computador e cada um usou as fotografias que tinha tirado ou imagens encontradas na internet e fez um texto sobre a importância das zonas húmidas e a importância de as proteger e restaurar. Falámos da sua importância para alimento e habitat das espécies, para a nossa alimentação, para proteção da biodiversidade, para o equilíbrio dos ecossistemas. Ficámos a saber também como são importantes na filtragem das águas, na proteção da costa e no combate às alterações climáticas e, claro, no turismo, pois todos gostam de observar e explorar estas paisagens!

É muito importante mudar atitudes! Temos de fazer um uso cuidado e sustentado destas zonas, não as devemos poluir, não as devemos estragar, não as devemos perturbar.

É importante conservar as zonas húmidas e restaurá-las. Como diz o tema do ano, 

«É tempo de restaurar as zonas húmidas!» 



quinta-feira, 18 de maio de 2023

Semana do Ambiente - Dia 3 - Dia do Fascínio das Plantas - Dia de aulas ao Ar Livre -"UHU, Formação Aprendendo Sobre a Economia Circular"

O Dia de Aulas ao Ar Livre é um dos nossos preferidos porque fazemos todas as atividades fora da sala, sem usar manuais ou cadernos pois as tarefas são apresentadas num guião que trabalhámos em grupos. 

Este ano o dia decorreu de uma forma um pouco diferente pois,  juntamente com o 3.ºB, tivemos uma atividade da UHU dinamizada pelas formadoras Rosário e Cristina, chamada "Formação Aprendendo Sobre a Economia Circular". O dia ideal teria sido ontem, Dia da reciclagem, mas é sempre bom falar sobre este tema.

Começámos por falar da origem do nome UHU,  ficando a saber que Fischer, o químico que desenvolveu a cola, o escolheu pela associação ao som dos mochos que habitavam a Floresta Negra, local onde se situava a fábrica. 

De seguida relembrámos o que significa o termo "Economia circular", vendo um vídeo que explorámos depois. 
Finalmente , metemos mãos à obra e dos vários materiais de desperdício como caixas de cereais e pacotes de leite, nasceram uns simpáticos mochos porta-lápis. 

Terminada a atividade, depois de criarmos os grupos na roleta da sorte, saímos para o recreio onde pudemos realizar em grupo ou em turma as atividades propostas no guião. Desenhámos a sombra de um colega em diferentes horas do dia para perceber a ideia de movimento aparente do sol, ...

...trabalhámos os pontos cardeais identi
ficando um objeto para cada um, vimos e ouvimos, imaginámos pensamentos de insetos, ...
...criámos adivinhas para apresentar aos colegas, fizemos poesias usando as técnicas do Haikai e do acróstico, utilizamos materiais recolhidos na natureza para representar padrões, 
desenhámos no chão, fizemos estimativas e medições, calculámos perímetros... 

...usámos o "olhómetro" para estimar a altura das árvores do recreio...

Houve ainda tempo para construir comedouros e bebedouros para aves na zona do charco, utilizando garrafões de plástico. 


 De tarde fizemos uma saída com os colegas do 1.º ano a propósito da Semana Ibérica das Invasoras para lhes mostrar duas das invasoras que nos rodeiam, a acácia mimosa e a erva-das-pampas, ensinando-lhes como se pode controlar a acácia. Eles gostaram muito de puxar as tiras das cascas das mimosas! 


De volta à escola foi tempo de jogar, também com o 1.º ano, o jogo das mariposas e dos morcegos onde relembrámos o conceito de presa e de predador. Divertimo-nos muito neste jogo!

A última tarefa pedia-nos para nos deitarmos no chão e observarmos as nuvens para encontrar formas. Como o céu estava muito nublado, restava-nos imaginar e inventar figuras.

Foi um dia muito cansativo mas muito bom!