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quinta-feira, 14 de março de 2024

Como vemos Darwin

 Na sala falamos muitas vezes de Darwin e todos anos assinalamos o seu dia, 12 de fevereiro.

Desta vez lembramo-nos dele respondendo ao desafio de ilustrar as capas da avaliação trimestral, e representamos o cientista com a ajuda de todas as imagens que temos visto dele.

Representámos a famosa fotografia onde aparece de chapéu, o barco Bealle onde viajou durante os 5 anos, recolhendo mais de 10.000 espécies, a tartaruga-gigante das Galápagos, a capa do seu importante livro e muitas das espécies que o fascinaram. 

Achamos que Darwin gostaria de ser ver representado por nós!



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Antecipando o Dia de Darwin

Este ano tivemos de antecipar o Dia dos Afetos e o Dia de Darwin porque o Carnaval nos deu uns dias sem escola.

Hoje voltámos à equipa Bibliolab para uma atividade a propósito do Dia de Darwin.

A propósito deste dia, no 1.º ano começámos a tentar perceber o que faz um cientista e depois fomos conhecer Darwin.

No 2.º ano voltámos a falar de diversidade e evolução e partilhamos as fotografias dos nossos gatos e cães .

No 3.º ano, voltámos aos cães, deste vez para tentar perceber a sua origem e, num documento colaborativo, apresentámos os nossos cães. A nossa hipótese era que os cães descendiam dos lobos. Pudemos confirmar depois essa hipótese com a atividade realizada com a investigadora de cães Dra. Graça Lopes.

Hoje foi dia de relembrar o que sabíamos sobre Darwin: foi um naturalista que fez uma grande viagem onde falou com pessoas especialistas em algumas áreas, por exemplo, criadores de pombos, pastores,... Leu muito para investigar e e também apresentou as suas descobertas em livros. 
Para perceber a Teoria da Evolução que ele apresentou, fizemos a atividade simulando uma floresta onde, depois de um incêndio, só havia invasoras. Esta floresta era habitada por uma espécie especial, "pintarolas coloridas".

 Durante a atividade foram capturadas pelos predadores que fomos nós.

Fomos "caçando" pintarolas e fazendo os registos no quadro. As pintarolas de cor roxa, rosa, verde e laranja foram desaparecendo até se extinguirem, mas as amarelas não, o seu número foi sempre aumentando.

Tentámos perceber porquê e a nossa ideia era que elas se camuflavam no meio das flores das mimosas. Ao logo da atividade percebemos que a biodiversidade intraespecífica foi diminuindo, ao ficar só a variedade de pintarolas amarelas.

A seguir imaginámos um cenário de eucaliptos. Pela primeira experiência achamos que as primeiras a extinguir-se poderiam ser as amarelas, pelo contraste de cor, e que no fim restariam as verdes, perdendo-se a biodiversidade da espécie. Como o material ficou lá na sala, quando voltarmos às aulas vamos poder testar e verificar se a nossa hipótese se confirma!

  

quinta-feira, 9 de março de 2023

À descoberta dos cães

Este ano, para trabalhar o Dia de Darwin, apresentámos os nossos cães e, claro, nos dias seguintes, explorámos o nosso trabalho.
Ao falar da domesticação do cão encontrámos vários motivos: a proteção, a companhia, a ajuda na caça. Neste caso estivemos a pensar nas características que os cães devem ter e, claro, comentámos que um bom olfato é essencial. Também houve quem achasse que era importante eles serem rápidos. Para companhia são melhores os cães pequeninos e para proteção, os maiores, achámos nós.
Questionámo-nos sobre a sua origem e a sua evolução. Todos achavam que o cão devia ter como antecessor o lobo, pelas semelhanças entre eles. Não tínhamos certeza do que dizíamos mas era esta a nossa explicação.
Hoje tivemos oportunidade de tirar dúvidas e de aprender muito mais sobre os cães!
A Xana Sá Pinto, a bióloga com quem costumamos trabalhar trouxe à nossa sala a Dra. Graça Lopes, veterinária, professora na Faculdade de Medicina Veterinária e  investigadora especialista em reprodução de cães e evolução das raças portuguesas. Ficámos muito entusiasmados porque gostamos sempre destas experiências! Na turma há muita gente que quer ser veterinária (a Mafalda diz que já sabe isso desde os 3 anos), por isso, ficámos mesmo muito felizes!
A Dra. Graça confirmou o que tínhamos pensado, que o antecessor do cão é o lobo e disse-nos que a evolução foi feita muito gradualmente ao longo de milhares de anos. Disse que só muito, muito recentemente, há cerca de 200 ou 300 anos é que começámos a ter o que hoje conhecemos como raças.  Perguntou-nos o que eram raças e o Francisco falou de características comuns que os animais tinham. A Eduarda complementou dizendo que a raça está definida no DNA do cão. Este aparecimento de raças surgiu quando o ser humano começou a  querer características definidas nos cães, pelo seu aspeto ou pela sua função. Por esta altura começou também a haver em Inglaterra exposições só para cães com determinadas características físicas.
Descobrimos que o Serra da Estrela nem sempre teve este tom amarelado e o focinho castanho. Há uns anos eram brancos com manchas pretas mas isto não é critério para definir a raça. 
Aprendemos depois que há 11 raças portuguesas de cães e fomos conhecê-los:

Cão da Serra de Aires
Cão de Castro Laboreiro
Rafeiro do Alentejo
Barbado da Terceira
Cão de água Português
Cão da Serra da Estrela
Cão Fila de São Miguel
Perdigueiro Português
Podengo Português
Cão de gado transmontano
Barrocal Algarvio

Uns são especialistas em guardar ovelhas, outros vacas, uns são usados para caça e há ainda um que ajudava os pescadores por ser bom nadador. É engraçado que a função de alguns é defender os rebanhos dos lobos!
Vimos uma imagem com uma montagem de muitos, muitos cães e reparámos nas características que variam como o tamanho, tamanho e cor do pelo ou a forma do focinho, por exemplo.
Na sala tínhamos falado de alguns problemas dos cães com a intervenção do ser humano e a Dra. Graça confirmou. O cão salsicha  sofre problemas de coluna por ser tão comprido e o buldogue tem problemas respiratórios por terem o focinho achatado, o que obriga às vezes a cirurgias. 
O entusiasmo a falar de cães era muito, mesmo com o Tomás e a Maria Beatriz que têm muito medo de cães.
Tínhamos muitas perguntas para fazer, por isso,  à tarde, enquanto fazíamos o resumo da atividade para colocar no blogue, a professora criou um documento colaborativo que partilhou com todos, com a Xana e com a Dra. Graça, para que nos pudesse responder.


Mesmo ao fim do dia pudemos jogar o jogo da memória que a Dra. Graça nos deixou. As imagens apresentavam as 11 raças de cães. Ainda confundimos alguns, mas, aos poucos, vamos ficar especialistas!


Esta atividade foi espetacular!

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Dia de Darwin

 

Hoje assinala-se o Dia de Darwin, o naturalista que  nasceu a 12 de fevereiro de 1809. 

Darwin propôs a Teoria da Evolução, que defendia que as espécies evoluíam através de uma seleção natural, e que estas, tendo um antecessor comum, iam originado outras novas espécies.

Este dia pretende relembrar as contribuições de Charles Darwin para a ciência, e inspirar as pessoas de todo o mundo a refletir e a agir cientificamente.

No 1.º ano (Descobrindo Darwin) e no 2.º (Dia de Darwin) já falámos sobre Darwin e sobre o seu trabalho. Este ano dedicámos este dia à evolução dos cães.

Mesmo não sendo dia de aulas, foi lançado à turma um desafio, o de apresentar o seu cão. O Tomás tem pavor de cães, por isso, não tem nenhum, mas o Dinis enviou-lhe uma fotografia de um dos seus para ele poder fazer o trabalho.
Temos andado a explorar os documentos colaborativos (Google Docs, Jamboard) e desta vez experimentámos o Google Slides. Cada um tinha um slide para trabalhar. 
Esta semana vamos explorar as apresentações feitas e pensar um pouco na origem do cão e na sua evolução. 
Na continuidade deste trabalho, haverá uma boa surpresa!

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Dia Mundial da Ciência

Hoje, 24 de novembro, celebra-se o Dia Mundial da Ciência.

O objetivo deste dia é enaltecer o papel da ciência para o desenvolvimento, destacar personalidades da ciência e da investigação, colocar desafios para o futuro e motivar o gosto pela ciência, sobretudo nos mais jovens.

O Plano de Atividades Ambientais da Câmara Municipal de Paredes propôs às Eco escolas do concelho  o projeto "Dois palmos de Ciência", que prevê a organização de uma atividade científica mensal. A nossa escola foi a primeira a responder ao desafio! 

No primeiro ano, quando falámos sobre os cientistas, dissemos que eram umas pessoas que trabalhavam com tubos de ensaio, que trabalhavam com tubos de ensaio, e até que eram despenteados! 

O que é um cientista

Entretanto fomos aprendendo que um cientista ou investigador faz muito mais do que isso, que trabalha muitas áreas de investigação, por vezes nem precisando de laboratório, como nós imaginávamos. 

A nossa escola preparou então atividades para este dia que continuarão a ser desenvolvidas para poder abranger todas as turmas. Temos duas investigadoras que nos vão falar durante o ano de Ciência e de investigação. 

A Investigadora Xana Sá Pinto, que já conhecemos dos nossos trabalhos do Bibliolab, já começou ontem  com o 2.º ano, com a atividade "Borboletas da Floresta amarela", trabalhando a seleção natural e o impacto das alterações ambientais nas espécies. Hoje foi a vez do 4.º ano participar numa atividade sobre a linha da vida e a história da vida na Terra. 

Nós recebemos a investigadora Juliana Alves, madrinha do Dinis, com uma atividade sobre o DNA. Falámos de células, aprendemos que o DNA é o código da vida, que está presente em todas as formas vivas definindo as suas características, que define o sexo de uma pessoa, ... Aprendemos que os vírus que vivem como parasitas, não têm o DNA junto, no núcleo, e por isso podem não ser considerados seres vivos. 

Entretanto transformamo-nos em investigadores e fizemos extração do DNA da banana. Seguindo as instruções do texto, fomos realizando o processo, com a ajuda da investigadora. A Eduarda foia primeira ajudante porque tinha trazido para este dia uns óculos de laboratório. Na sala temos batas e a investigadora Juliana deu-nos luvas, por isso, estávamos vestidos a rigor!

Durante a experiência fomos ouvindo as explicações e ficámos a saber que o detergente  servia para destruir a gordura da membrana do DNA e que o sal ajudava a acelerar o processo. por exemplo

Pudemos ver no fim o DNA, e cada um de nós recolheu num Eppendorf (pequeno recipinete fechado), um bocadinho, para levar para casa.

Este dia assinala também a publicação da teoria de Darwin "Sobre a origem das espécies através da seleção natural", em 1859. Com este trabalho, Darwin tornou-se um dos cientistas mais combatidos da época. 

Já conhecemos Darwin do 1.º ano pelo trabalho que fizemos, e hoje, no fim do dia, começámos a explorar o livro que a Xana ofereceu à escola.

Adoramos estas atividades!

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Finalmente, a Visita de Estudo!

Quase voltámos à normalidade e pudemos fazer a nossa Visita de Estudo! Estávamos muito ansiosos, claro!

De manhã fomos ao Bioblitz a Serralves. Começámos a explorar os líquenes, relembrando tudo o que sabíamos sobre eles, como são formados, como crescem, onde os podemos ver, como são indicadores da poluição,...

Saltámos depois para as aves e falámos de ninhos e de penas. A monitora não sabia identificar uns ovos num ninho mas nós soubemos! Eram de melro! É que o ano passado vimos os que a Leonor tinha lá em casa! Estivemos a observar os ninhos e vimos muitos resíduos, muito lixo que os pássaros encontram, como plástico e palhinhas.

Vimos imensas árvores, algumas delas enormes: uma sequóia-gigante, a árvore que pode atingir 100 metros e o Cedro do Líbano e o Cedro do Atlas que podem atingir os 40 metros. Tentamos abraçar estas árvores e era preciso os braços de metade da turma para o fazer! 

Conhecemos o teixo, uma autóctone com uma copa alta e arredondada. Ficámos a saber que toda a planta é muito tóxica, à exceção do fruto, que serve de alimento às aves e por isso é disseminado por elas.

Mas a árvore que mais nos chamou a atenção foi a Ginkgo bilobapela forma da sua folha e pela sua história, pois esta espécie já existia no tempo dos dinossauros, por isso, foi considerada por Charles Darwin um dos "fósseis vivos".

Voltámos às aves e estivemos a identificá-las nas fotografias que a monitora nos apresentava. Conhecemos identificar muitas e pudemos falar das muitas coisas que sabemos sobre as aves, por exemplo, como se distingue o  macho e a fêmea nos melros, que o guarda-rios também se pode chamar pica-peixe ou que os gaios são uns grandes semeadores de bolotas. No fim cantámos a nossa canção ao gaio, claro!

Ainda deu tempo para caminhar um bocadinho no Treetop, o passadiço que nos faz andar na copa das árvores. Caminhámos com muito cuidado e silêncio para não perturbar os habitantes.

De Serralves fomos para o Parque da Cidade onde pudemos almoçar. Adorámos fazer o piquenique!

Depois de arrumar tudo fizemos, em grupo, umas improvisações a partir de um tema que a professora apresentou. Nós gostamos tanto desta atividade que, mesmo em visita de estudo, quisemos fazê-la!

O nosso dia de descobertas terminou no Pavilhão da Água. Pudemos brincar com a água e aprender mais sobre ela. 

Ficámos admirados ao ver que a água potável do planeta é uma porção muito, muito pequenina, comparada com a água que o cobre! É mesmo verdade que temos de poupar a água pois é um recurso muito valioso! 

Aprendemos como funciona uma barragem e como os barcos a podem passar. Parámos tornados e criámos ondas no mar,...

Foi um dia maravilhoso! Estava um belo dia de sol, ótimo para sair da sala e explorar a natureza!